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Home Cidades

MPF denuncia prefeito e tesoureira municipal de Gongogi por desvio de mais de R$ 100 mil

Jornal da Chapada por Jornal da Chapada
23 setembro 2016 - 15h17
no Cidades, Curiosidades, Editorial, Menu Principal
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Bahia: Prefeito e ex-tesoureira de Gongogi têm mais de meio milhão em bens bloqueados
foto
O recurso era do Fundo Nacional do Desenvolvimento da Educação, destinado à construção de uma creche | FOTO: Reprodução |

O Ministério Público Federal (MPF) ofereceu denúncia contra o prefeito de Gongogi (BA), Altamirando de Jesus Santos, e da tesoureira do município, Ilka Juliana Gualberto Nascimento, por desvio de verbas de mais de R$ 100 mil de recursos do Fundo Nacional do Desenvolvimento da Educação (FNDE).

O recurso foi recebido pelo município para a construção de uma creche no valor de aproximadamente R$ 1,2 milhão, por meio de termo de compromisso. Em setembro de 2011, o FNDE repassou mais de R$ 250 mil para a conta do município. Todavia, em março de 2012, o prefeito transferiu cerca de R$ 100 mil da conta do convênio para o Fundo de Participação dos Municípios (FPM).

No mesmo dia, com auxílio da tesoureira municipal, foram efetuados três saques do FPM equivalentes ao mesmo valor transferido da conta do convênio. Segundo declarações de testemunha, a tesoureira fez os saques e entregou o dinheiro ao prefeito. Ambos os denunciados confirmaram as informações.

Para justificar os saques, o prefeito alegou que as verbas foram utilizadas para pagamentos de serviços de terraplanagem e na construção de muro de contenção no local em que seria construída a creche. Altamirando declarou ainda que, ao ser informado da irregularidade no uso da verba, promoveu a restituição do valor à conta do convênio, mediante três depósitos.

Concedeu-se prazo de dez dias para o prefeito comprovar as alegações. Contudo, não se apresentou nenhum documento que comprovasse as despesas, tampouco os comprovantes de depósito. A denúncia aguarda recebimento pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1). A pena para o crime varia de dois a doze anos de reclusão. Com informações

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