Sindilimp critica seletividade e pede guarda municipal cidadã e não repressora

Postado em set 25 2016 - 9:26am por Jornal da Chapada
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O vereador Luiz Carlos Suíca durante reunião com garis | FOTO: Divulgação |

A coordenação do Sindilimp-BA e o vereador de Salvador Luiz Carlos Suíca (PT) criticaram a seletividade na resolução de questões internas da Guarda Municipal. Nesta sexta-feira (23), o edil petista disse concordar com o afastamento do agente do Grupamento Especial de Proteção Ambiental (Gepa). O guarda municipal agrediu um motorista na Avenida Antônio Carlos Magalhães (ACM), no bairro do Itaigara, na tarde da última quinta (22). Entretanto, Suíca e a direção do sindicato cobram a mesma medida para os agressores a profissionais da limpeza. “Você vê como a cidade é injusta. Imediatamente o guarda foi afastado após agredir o motorista no Itaigara, mas até hoje não deu resposta do gari. Uma guarnição inteira foi espancada e eles não fizeram nada”, frisa a coordenadora do Sindilimp-BA, Ana Angélica Rabello.

O caso da agressão ao motorista aconteceu depois que uma viatura da Guarda Municipal colidiu com um carro guiado pela vítima. A prefeitura informou, em nota, que o guarda ficará afastado das ruas até a conclusão do processo administrativo, instaurado pela Corregedoria da Guarda Civil Municipal, que irá apurar o ocorrido. Para Suíca, a medida deveria ser para todos os guardas agressores. “Isso mostra que há um preconceito contra a categoria dos garis. Eu acho que nenhum cidadão merece ser agredido, o papel da guarda municipal não é esse, nós lutamos por uma guarda com mais cidadania, mas alguns deles se acham donos da verdade quando empunham uma arma”, pontua o edil petista.

Ainda conforme Suíca, a questão deve ser pensada de maneira mais democrática, que as agressões contra cidadãos e trabalhadores sejam investigadas e que os culpados sejam punidos. “Sou solidário ao motorista que foi vítima, assim como outras tantas, mas precisou que acontecesse com uma pessoa de maior poder aquisitivo, em um bairro nobre da capital para que a prefeitura tomasse providência da guarda municipal, afastando de imediato o guarda. Mas no caso dos garis, dos negros, dos camelôs, nenhuma medida é tomada. Já vivemos num clima de terror na cidade, nós também precisamos de segurança, e ela não deve ser feita com mais violência, precisamos de uma guarda cidadã”.

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