Chapada: Prefeito de Itaetê reduz em 10% seu salário, do vice e de secretários municipais

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O atual gestor de Itaetê, o petista Valdes Brito | FOTO: Divulgação/Ascom |

O prefeito do município de Itaetê, na Chapada Diamantina, Valdes Brito (PT), reduziu em 10% seu próprio salário e o da vice-prefeita e, em 5%, dos oito secretários da prefeitura. O decreto que determina o corte foi assinado nesta quarta-feira (4) no gabinete do gestor, que tem um dos menores salários de prefeito da Chapada. “Houve necessidade de cortes nesse momento difícil que as prefeituras baianas enfrentam. Isso é uma demonstração que precisamos nos unir e mostrar que juntos iremos superar as dificuldades”, analisa Valdes.

O prefeito explica ainda que seu governo vem trabalhando em prol de uma cidade melhor. “Investimos muito na segurança pública, conseguimos um novo trator, uma nova ambulância, novos carros da saúde e vários outros benefícios para a população. Ou seja, estamos trabalhando para todos”.

Segundo a administração, os cortes aconteceram para tentar equilibrar as contas e manter a folha de pagamento dentro dos padrões da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Para o secretário de administração de Itaetê, Márcio Matos, a redução dos salários é válida. “Vivemos um dos piores momentos de arrecadação. Vivemos uma queda da receita onde em novembro iremos receber 40% a menos do que novembro do ano passado”, explica.

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Marcelo Mascarenhas durante audiência pública | FOTO: Divulgação/Ascom |

Audiência pública
Na semana passada, a prefeitura de Itaetê realizou a audiência pública de gestão fiscal, onde apresentou o relatório do segundo quadrimestre da gestão de 2017. O contador Marcelo Mascarenhas, que coordenou o evento, falou da necessidade de cortes de pessoal pela falta de arrecadação. “A receita própria que Itaetê gera é muito pouca e precisamos equilibrar as contas do município. Essa é uma dificuldade que todas as cidades do interior da Bahia enfrentam, nesse momento tão complicado”.

Apesar das dificuldades, a atual gestão investe mais do que a lei determina. Na saúde, por exemplo, a lei determina que cada município invista 15% das suas receitas correntes líquidas na saúde. Entretanto, Itaetê aplica 19,55%. “A gestão é comprometida com a saúde e tem essa preocupação de investir mais do que é cobrado”, completa Mascarenhas. As informações são de assessoria.

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