Chapada: Expedição em quilombos de Lençóis e Rio de Contas leva oficinas para comunidades

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A ação foi denominada ‘Trajetória’ e passará por quatro quilombos dos municípios da Chapada Diamantina | FOTO: Montagem/Divulgação |

Os artistas Evandro Angerami e Julia Paranaguá estão organizando uma expedição, realizada por meio de financiamento coletivo, que passará por quatro quilombos dos municípios de Lençóis e Rio de Contas, na Chapada Diamantina. São eles o de Remanso, da Iúna, do Bananal e de Barra do Brumado. Essa ação foi denominada ‘Trajetória’.

A expedição Trajetórias está prevista para o início do próximo ano. Sua concretização, entretanto, depende do sucesso da campanha de financiamento coletivo que os artistas estão promovendo no site Solidário. Na página do projeto, há uma relação descritiva de todos os custos que terão. Não apenas com a viagem, mas também com a compra de materiais como tintas, telas, pincéis para a promoção das oficinas, além, de é claro, com a compra das prensas de xilografia que serão deixadas para as comunidades.

O roteiro, que deverá se estender por quatro semanas, prevê a realização de oficinas de pintura para crianças e a criação de murais em conjunto com cada uma das comunidades, além da capacitação de jovens e adultos em xilogravura, com o ensino de técnicas de impressão e composição visual.

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“Os temas para a elaboração desses trabalhos são sempre escolhidos pelos próprios quilombolas. Para além das questões práticas, o projeto pretende reafirmar suas raízes culturais, fortalecendo a autoestima de cada um desses indivíduos, produtores de uma cultura riquíssima”, afirmou Anger.

O artista ainda lembrou a importância da Chapada Diamantina como um dos principais polos de ecoturismo do país. “Mas ainda assim, muito pouco de toda riqueza gerada em torno disso é revertida a essas comunidades quilombolas, que hoje se encontram em uma situação de vulnerabilidade econômica e social”, pontuou.

Ao final de cada uma dessas experiências, prensas de xilogravuras serão doadas às comunidades. A ideia é que, a partir das oficinas de capacitação, os quilombolas consigam não apenas preservar a memória e os saberes tradicionais de sua produção, mas monetizá-la com a venda de gravuras aos milhares de turistas que viajam à região todos os anos. Jornal da Chapada com informações de assessoria.

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