Chapada: Polícia investiga se disparo que matou criança de 11 anos em Marcionílio Souza foi acidental

Postado em abr 3 2018 - 7:20pm por Jornal da Chapada
civil

O caso aconteceu na Chapada Diamantina; amigo de vítima, de 17 anos, será intimado para prestar depoimento | FOTO: Divulgação/A Tarde |

A Polícia Civil do município de Marcionílio Souza, na Chapada Diamantina, está investigando se o disparo que matou o menino Willian Silva do Carmo, de 11 anos, foi dado de forma acidental pela própria vítima durante uma brincadeira com uma arma de fabricação caseira que teria sido construída por ele e outros jovens. O caso ocorreu na última sexta-feira (30), no povoado de Queimadinhas, na zona rural do município chapadeiro. Willian Silva chegou a ser socorrido após o disparo e encaminhado com vida para o Hospital Estadual da Criança, em Feira de Santana, mas não resistiu. A mãe de Willian prestou depoimento à polícia na última segunda-feira (3) e disse que não presenciou o caso.

Já um adolescente de 17 anos, que estava com a vítima no momento do disparo, foi intimado e deve se apresentar para falar sobre o que ocorreu. “Por enquanto, não ouvimos ainda nenhuma testemunha. Ouvimos já a mãe da vítima, e ela disse que não presenciou, mas contou o que ficou sabendo do caso. Disse que, pelo que ficou sabendo, o filho estava com um amigo mais velho [o jovem de 17 anos], quando teria efetuado o disparo nele mesmo acidentalmente”, disse ao site G1 o delegado Ricardo Domingos, que apura o caso. O delegado informou que a polícia está tratando o caso, a princípio, como um fato não delituoso.

“Essa arma artesanal, que é chamada de ‘risca fosco’, as próprias crianças costumam montar com madeira ou outro material. Colocam pólvora, chumbo ou coisa parecida, depois ascendem fósforo e fazem disparos. Ao que já sabemos, parece que no momento do disparo o cano da arma se desprendeu e atingiu a cabeça dele”, destaca. “A gente ainda está investigando como isso aconteceu. A princípio, tratamos o caso como fato não delituoso, acidental, mas ainda estamos ouvindo as pessoas. Na investigação, vamos procurar saber como as crianças conseguiram o material explosivo e tentar esclarecer tudo. Na zona rural, a gente sabe que é comum as pessoas usarem esses materiais para caçar. É uma prática que, apesar de não ser permitida, é cultural na zona rural”, completou. As informações são do G1.

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