Expedição off-road passa por municípios da Chapada Diamantina esta semana; saiba mais

Postado em abr 23 2018 - 7:50pm por Jornal da Chapada
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Essa expedição vem para o interior com jornalistas, pesquisadores e convidados, em busca das origens do país por meio da arte rupestre | FOTO: Reprodução/Guia Chapada Diamantina |

A partir desta segunda (23) um comboio com 15 picapes vai visitar alguns sítios arqueológicos da Chapada Diamantina. Após percorrer Minas Gerais, Piauí e Mato Grosso, a ‘Expedição Nissan: À procura do início do Brasil’ vem para o interior da Bahia com jornalistas, pesquisadores e convidados, em busca das origens do país por meio da arte rupestre passando por locais que guardam registros da presença de nossos ancestrais há milhares de anos.

Com muitos sítios arqueológicos, a cidade de Morro do Chapéu é um dos municípios envolvidos no Programa de Pesquisa e Manejo de Sítios de Arte Rupestre “Circuitos Arqueológicos da Chapada Diamantina”, uma parceria do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (Ipac) com a Universidade Federal da Bahia (UFBA).

Com território diferenciado e único, Morro do Chapéu apresenta um verdadeiro mosaico de pinturas, com formas geométricas e abstratas. Os Complexos Arqueológicos de Morro do Chapéu visitados pela Expedição serão: Ventura – onde ficam a Toca da Figura e a Toca do Pepino – e Lagoa da Velha.

A expedição vai passar pela Serra das Paridas em Lençóis | FOTO: Caia Pires/Guia Chapada Diamantina |

Serra das Paridas
No distrito de Tanquinho, em Lençóis, o Complexo Arqueológico Serra das Paridas é formado por 18 sítios arqueológicos. Descoberto por catadores de mangaba após um incêndio florestal, em 2005, o local dispõe de quatro áreas para visitação com várias pinturas rupestres, que representam pessoas, animais e figuras geométricas bastante curiosas, como o desenho que lembra um extraterrestre, considerado o mascote do lugar. O lugar também faz parte da Expedição.

Importância
A arte rupestre na Chapada é reconhecida como memorial de mitos, rituais, assinaturas pessoais, marcas étnicas ou simples representações de atividades lúdicas. O tipo de desenho, as técnicas de aplicação e a composição do pigmento apontam para a passagem de diferentes grupos humanos que viveram na região da Chapada Diamantina em períodos distintos.

Originária de bacia sedimentar, com 1,6 bilhão de anos, a Chapada Diamantina é uma das mais ricas regiões do Brasil em cavernas, pinturas rupestres e fósseis animais e vegetais. Já foram mapeados 67 sítios de pinturas rupestres, onde encontraram objetos lascados que podem dar novas pistas sobre os hábitos dos povos antigos da região. O Poço Azul, no município de Nova Redenção, é o maior sítio paleontológico submerso do Brasil.

Em 2005, fósseis de vários animais foram resgatados a mais de 15 m de profundidade. Foram identificadas 14 espécies diferentes. Entre os achados, chama a atenção o de um esqueleto quase completo de um mamífero herbívoro gigantesco que viveu em todas as Américas até cerca de 11 mil anos atrás: a preguiça terrícola, que chegava a medir 6 metros de comprimento. Jornal da Chapada com informações do Guia Chapada Diamantina.

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