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Chapada: Projeto da agroindústria Bioenergia Orgânicos em Lençóis pode gerar 2 mil empregos

O vice-governador e secretário da SDE, João Leão, recebeu empresários para tratar do projeto na região chapadeira | FOTO: Divulgação/SDE |

O projeto da agroindústria Bioenergia Orgânicos, sediada no município de Lençóis, na Chapada Diamantina, foi apresentado ao vice-governador e secretário de Desenvolvimento Econômico da Bahia (SDE), João Leão, na última quinta-feira (21). O empreendimento já investiu R$ 40 milhões em pesquisa e no cultivo de oito frutos e projeta um aporte de mais R$ 60 milhões na fase de industrialização, prevista para 2019. A empresa estima gerar cerca de dois mil empregos, diretos e indiretos. “Essa agroindústria vai tornar a região da Chapada um polo de alimentos orgânicos e gerar muitos postos de trabalho, pois, além do desenvolvimento econômico regional, nosso lema, fará ainda a valorização da agricultura familiar e da cultura de alimentos saudáveis”, destacou Leão.

Na Fazenda Ceral Marimbus fica a base experimental de desenvolvimento de pesquisas, realizadas por técnicos da Embrapa, já em atividade. Já na Fazenda Bonita ficam os viveiros e a produção mudas de abacaxi, acerola, manga, maracujá, limão, umbu, banana e goiaba. Neles, há o desenvolvimento de 24 variações de manga, realizadas por técnicos da Embrapa, que foram contratados pela empresa, de acordo com Osvaldo Araújo, sócio da Bioenergia. “Escolhemos a Bahia após uma pesquisa entre três estados do Nordeste. A Chapada foi a que melhor se adequou ao projeto que inclui sustentabilidade, respeito ao meio ambiente e inclusão social. Nós entendemos que o alimento orgânico é o futuro, por isso, investimos no negócio”, disse ele.

Na primeira etapa, a marca Bioenergia não será vista nas gôndolas dos supermercados, nem haverá uma grande variedade de frutas. Toneladas de polpa de abacaxi, manga e maracujá serão envasadas em bombonas de 200 litros e vendidas a empresas produtoras de alimentos do mercado interno e externo. Não se trata de concentrado, uma vez que a água natural das frutas será preservada. Será possível, por exemplo, consumir a polpa diretamente como suco, sem a mistura de qualquer outra substância. E o mais importante, sem conservantes. O processo de produção será automatizado e com uma técnica de assepsia que possibilitará o consumo em até dois anos, sem necessidade de refrigeração, mantendo as características originais.

Inclusão
A Bioenergia adquiriu 3,5 mil hectares de terra no distrito de Tanquinho e pretende preservar 50% da área, 30% a mais que a obrigação legal, utilizando a água do Rio Santo Antônio, afluente do Paraguassu. Ela produzirá parte da matéria prima a ser processada, mas contará também com uma rede de produtores da agricultura familiar que receberão qualificação e mudas. A empresa comprará deles até 100% do que colherem. Há um projeto para incluir produtores de mais de 30 municípios do entorno. Atualmente, grande parte dos trabalhadores são oriundos das comunidades quilombolas de região.

Outro diferencial da empresa é o desperdício zero. As partes da fruta desprezadas no processamento serão destinadas à fabricação de subprodutos absorvidos pela indústria de fármacos, cosméticos e outras. Há planos futuros para aumentar a variedade de frutas e destiná-las ao mercado de forma in natura. Outra possibilidade é a atração de empresas sistemistas fabricantes de produtos à base de frutas, copiando o modelo adotado pela Ford, em Camaçari. Com isso, evita-se a bitributação tornando os preços mais competitivos. Com informações da SDE.

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