#Bahia: MST ocupa fazendas em municípios das regiões da Chapada Diamantina e do Baixo Sul

Postado em jun 17 2019 - 4:21pm por Jornal da Chapada

Atualmente o estado da Bahia tem a segunda maior taxa de desempregados do país; 18,3% da população baiana não tem um trabalho formal para garantir o sustento da família | FOTO: Reprodução/MST |

Um grupo de 480 famílias integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), da região da Chapada Diamantina e do Baixo Sul do estado, fez três grandes ocupações durante manifestação da última sexta-feira (14). No município de Boa Vista do Tupim, na Chapada, aconteceu a retomada do acampamento ‘Mãe Terra’, que sofreu um despejo após oito anos de negociação. Essa ocupação contou com cerca de 160 famílias. Na fazenda Iracema, localizada em Iramaia, também na Chapada, a área de 2.243 hectares foi reocupada com cerca de 150 famílias.

“Ocupamos os latifúndios para denunciar a concentração de terra que contribui com a desigualdade social do país. Ocupar é um direito, é assim que exigimos que o Estado brasileiro faça a Reforma Agrária Popular”, disse Lucineia Duraes, da direção nacional do MST. Já a Fazenda São Cosme, no Orojó, distrito de Camamu, no Baixo Sul baiano, foi o primeiro latifúndio ocupado. A área abandonada possui 160 hectares e foi ocupada por 150 famílias que pretendem fazer com que a terra cumpra o seu papel social com a produção de alimentos saudáveis.

Para Jeanderson Souza, articulador político do MST no Baixo Sul da Bahia “a atual conjuntura de retrocesso para a classe trabalhadora, faz a luta por soberania mais do que necessária no país”. Ainda segundo ele, “uma das principais bandeiras de luta do MST continua sendo a repartida da terra como forma de reparação para as famílias que têm no campo a única forma de sobrevivência”.

Atualmente o estado da Bahia tem a segunda maior taxa de desempregados do país. 18,3% da população baiana não tem um trabalho formal para garantir o sustento da família, isso faz com que a taxa de pobreza cresça de maneira vertiginosa em todo estado. Por isso, para o MST, garantir que a população tenha um pedaço de terra para produzir e se alimentar torna-se essencial.

“Não existe outro método que não seja a ocupação dos latifúndios improdutivos. A partir de hoje, dezenas de pessoas do município de Camamu, assim como de outros municípios da Bahia, deixarão de escolher entre pagar aluguel ou comprar o que comer”, finalizou Souza. Além das ocupações, o MST realizou 18 bloqueios de BRs e BAs, que junto à Frente Brasil Popular mobilizaram mais de 13 mil pessoa por todo o estado. Jornal da Chapada com informações de assessoria.

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