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Home Cidades

#Polêmica: Moro é proibido pela Comissão de Ética da Presidência de advogar por seis meses, mas mantém salário de R$31 mil

Jornal da Chapada por Jornal da Chapada
3 junho 2020 - 18h22
no Cidades, Curiosidades, Editorial, Menu Principal, Top
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#Vídeo: Ministro Sérgio Moro diz ao Senado que nunca atuou movido por questão política quando era juiz

O ex-ministro da Justiça do governo Bolsonaro, Sérgio Moro | FOTO: Marcelo Camargo/Agência Brasil |

A Comissão de Ética da Presidência da República decidiu nesta terça-feira (2) proibir que Sérgio Moro, ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, advogue por um período de seis meses. Moro, no entanto, foi autorizado a dar aulas e escrever artigos para a imprensa. No período em que durar a proibição, Moro seguirá recebendo o salário de R$ 31 mil, pago aos integrantes do primeiro escalão.

Na semana passada, o conselho havia determinado uma quarentena para o ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, o impedindo de atuar na iniciativa privada por seis meses. No período, o salário de ministro também segue sendo pago. Mandetta está recorrendo da decisão e quer atuar em consultoria e palestras. O pedido de reconsideração foi apresentado na reunião da Comissão de Ética hoje, mas houve pedido de vista.

O impedimento de exercer atividades profissionais imposto aos ex-ministros tem como justificativa o fato de eles terem tido informações privilegiadas no governo. Moro e Mandetta deixaram o governo rompidos com o presidente Jair Bolsonaro em abril. Os dois são vistos como adversários políticos, inclusive com chances de entrarem em uma disputa eleitoral em 2022.

Em 24 de abril, o ex-ministro da Justiça pediu demissão e acusou Bolsonaro de tentar interferir politicamente na Polícia Federal. A acusação virou alvo de um inquérito do STF (Supremo Tribunal Federal), que pode implicar o presidente em crime de responsabilidade. Mandetta deixou o governo em 16 de abril após resistir à interferência do presidente sobre as medidas de enfrentamento à pandemia do coronavírus, como o uso amplo da cloroquina, contrariando pesquisas científicas, e o fim do isolamento social. As informações são do R7 Brasil.

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