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#Chapada: Funcionários de fábrica de poste em Palmeiras testam positivos para covid e reivindicam exames

Ao ser questionado sobre o funcionamento da fábrica durante a pandemia, um dos funcionários afirmou que a empresa tem funcionado normalmente sem redução de horário e de trabalhadores.

Ao menos três trabalhadores testaram positivo para covid-19 em uma fábrica de postes no município de Palmeiras, na Chapada Diamantina, conforme denúncia de funcionários ao Jornal da Chapada nesta quarta-feira (1º). Eles agora cobram da empresa a testagem do quadro efetivo de funcionários, uma vez que já consta a possibilidade de pessoas estarem contaminadas. O primeiro e o segundo caso são do município de Iraquara e o terceiro é de Palmeiras. Segundo informações apuradas, o primeiro caso tem função de encarregado, “com maior contato com os demais trabalhadores, e ficamos sabendo do teste positivo no domingo [28 de junho]”.

Os denunciantes ainda apontam que, “na segunda [29 de junho], no primeiro horário”, foi realizada uma paralisação na frente do escritório. “O gestor veio nos dizer que não era pra criarmos pânico e mandou a gente ir trabalhar até a Secretaria de Saúde chegar”. Eles ainda relatam que alguns trabalhadores foram resistentes e só retornariam ao trabalho após solução. Ao ser questionado sobre o funcionamento da fábrica durante a pandemia, um dos funcionários afirmou que a empresa tem atuado normalmente, sem redução de horário e de funcionários. “E ainda contratou mais gente, depois dos casos acho que entrou mais de vinte pessoas”, aponta um denunciante.

Em contato com o Jornal da Chapada, os trabalhadores também apontam que o segundo caso notificado de covid-19 foi demitido na última segunda-feira (29), e “ontem [terça, 30], ele sentiu uma gripe e foi fazer o teste e foi positivo”. Os funcionários se sentem indignados. “Temos uma farda apenas para trabalhar à semana toda, isso é uma vergonha e muitos funcionários revoltados com esse acontecido”. Sobre as condições de trabalho, dentro das recomendações dos órgãos de saúde, eles informam que fazem uso de máscara, mas álcool em gel e pia com sabão disponível “às vezes tinham às vezes não. Sabão é do mesmo jeito, às vezes sim às vezes não”, diz outro funcionário que não quis se identificar.

A redação também buscou esclarecimentos junto ao secretário de Saúde de Palmeiras, Walney de Paula, sobre a situação ocorrida na fábrica localizada no município chapadeiro. Walney informa que desde o início da pandemia, a prefeitura tem orientado as empresas sobre as normas que garantem a prevenção de infecção do novo coronavírus para os trabalhadores, disponíveis também na Portaria Conjunta nº 20 de 18 de junho de 2020.

“Deixamos orientação para direcionar um lugar de fácil acesso para lavagem das mãos, disponibilizar álcool gel para os funcionários e máscaras para todos. Solicitamos que medisse temperatura no início da jornada e durante a jornada e, se alguém apresentasse algum sintoma, procurasse a Secretaria de Saúde. Mesmo porque, eles não dispõem de um serviço médico”, aponta o secretário. O titular da pasta de Saúde ressalta que foi no domingo (28) que soube da existência do primeiro caso e pediu que a empregadora cumprisse com o afastamento dos funcionários durante sete dias.

Ao menos três trabalhadores da fábrica de postes em Palmeiras testaram positivo para covid-19 | FOTO: Reprodução |

Além disso, foi sugerido pelo líder da pasta da Saúde que a empresa comprasse os testes e a prefeitura daria o suporte. “Daria todo o suporte de mão de obra [equipe de saúde] para realizar a testagem”. Walney frisa que a empresa estava com certa resistência. “Fizemos outra proposta que seria testar todos com o número de testes que tenho aqui, e depois de sexta [3], eles me devolveriam os testes”, diz secretário. Para ele, dessa forma, faria a testagem dentro do período provável de manifestação dos primeiros sintomas e, assim, evitaria um falso negativo.

Em contato com o gestor da empresa, Lúcio Marcos, a reportagem questionou sobre o número de casos confirmados. Ele se recusou a responder. Sobre a informação do funcionamento da empresa com quadro efetivo de funcionários, Lúcio apenas respondeu que a informação estava “atrasada e equivocada”. Passou-se um tempo, e ele enviou uma resposta de que “os testes têm de ser feitos com um prazo de contaminação, pois se não obedecer ao prazo de incubação pode dar [falso] negativo”.

“Portanto, a empresa parou todas as atividades no período de quarentena e realizará [os testes] dentro do prazo, que é na próxima sexta-feira, dia 3 de julho, junto com a Secretaria de Saúde de Palmeiras. Todos os colaboradores foram notificados pelo ‘WhatsApp’ para comparecer na empresa para realizar os testes para a covid-19”, finaliza.

Vale ressaltar, que no mesmo momento em que a empresa respondia à reportagem, os trabalhadores também receberam o comunicado para realizar os testes na sexta. Isso foi confirmado durante a apuração. “Acabei de receber essa informação, ao mesmo tempo em que respondia ao jornal. Hoje, nesse exato momento, pois ele [Lúcio Marcos] nunca havia pronunciado. Até ontem [terça, 30], o mesmo estava falando que seria R$180 o teste, e que esse valor sairia do nosso bolso”, completa outro denunciante.

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