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#Brasil: Estudante picado por naja em Brasília será investigado por tráfico internacional de animais

Estudante de medicina veterinária, Pedro Henrique Krambeck também é investigado pela polícia civil, já que não possuía permissão para criar o animal.

O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) abriu inquérito para investigar o estudante Pedro Henrique Krambeck Lehmkuhl, de 22 anos, picado por uma cobra da espécie naja, por suspeita de tráfico de animais. Estudante de medicina veterinária, Krambeck também é investigado pela polícia civil, já que não possuía permissão para criar o animal, que não podia ser mantido em domicílio de forma domesticada.

À reportagem, o MPDFT relatou que acompanha o caso junto à polícia e aguarda a conclusão do inquérito para tomar as medidas cabíveis. O jovem foi picado pela naja na última terça-feira (7) e teve de ser internado logo depois do episódio em um hospital privado na Região Administrativa do Gama, a 30 quilômetros do centro de Brasília. O quadro evoluiu para estado grave, e Krambeck foi colocado em coma induzido. Nesta segunda (13), ele teve alta do hospital.

A expectativa é que Pedro Henrique preste depoimentos à polícia ainda esta semana. A cobra naja, encontrada atrás de um shopping no Distrito Federal, foi encaminhada ao Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recurso Naturais Renováveis (Ibama), que a repassou ao Zoológico de Brasília.

Mais investigações
Na última quinta-feira (9), o Batalhão de Polícia Militar Ambiental encontrou, em uma área rural de Planaltina, que fica a cerca de 40 quilômetros de Brasília, mais 16 serpentes escondidas em caixas. Segundo a corporação, a descoberta tem relação com a naja encontrada anteriormente. A operação foi motivada por uma denúncia anônima. O dono da chácara onde as serpentes foram encontradas informou que não sabe como os animais foram parar ali. As serpentes também serão encaminhados ao Ibama.

E na sexta-feira (10), a Polícia Civil descobriu outras sete serpentes. A ação foi decorrente da operação Squamata, que visou combater crimes contra a fauna e manutenção ilegal de répteis. Os animais foram encontrados em uma outra chácara, na Região Administrativa de Samambaia. A PCDF divulgou apenas que continua as investigações de indícios de tráfico internacional de animais. Isso porque tanto no caso da naja como de outras espécies, os animais eram oriundos de ecossistemas de fora do país.

No sábado (11), foi encontrada uma outra cobra do estudante Pedro Henrique Lehmkul em um apartamento na Região Administrativa do Guará, a 15 quilômetros do centro de Brasília. A cobra foi encontrada em uma caixa na região central de Brasília pelo Batalhão da Polícia Militar Ambiental (BPMA). O animal, que estava em boas condições, foi encaminhado para o Ibama, que o repassou para o Zoológico de Brasília. As informações são do Portal R7.

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