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#Bahia: Geddel fará exames para saber se tem tumor no intestino; ex-ministro está em prisão domiciliar

Segundo consta no parecer enviado para o ministro Dias Toffoli, Geddel teve episódios de vômito após alimentação, náuseas e tontura.

Além de ter testado positivo para covid-19 no dia 8 julho – o que foi negado pelo exame de contraprova realizado três dias depois – enquanto estava no Complexo Penitenciário da Mata Escura, em Salvador, o ex-ministro Geddel Vieira Lima (MDB), preso desde julho de 2017 por lavagem de dinheiro e organização criminosa, também está com suspeita de outro problema de saúde: um tumor. A informação foi confirmada ao jornal Correio por uma fonte próxima que pediu para não ser identificada.

A fonte confirmou que Geddel já tinha a suspeita de tumor no intestino antes de vir para a Mata Escura. A suspeita chegou após uma colonoscopia em agosto de 2019, exame que captura imagens em tempo real do intestino grosso e de parte do íleo terminal (a porção final do intestino delgado). Nos próximos dias, Vieira Lima deve fazer novos exames para confirmar o tumor e identificar se é benigno ou maligno.

Geddel foi para prisão domiliciar nesta quarta-feira (15) após a apresentação de um relatório médico, encaminhado ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli. Em sua decisão, Toffoli justifica a concessão da prisão domiciliar para Geddel devido ao “agravamento do estado geral de saúde do requerente, com risco real de morte reconhecido”.

O parecer apresentado ao ministro diz ainda que Geddel é hipertenso e que faz uso regular de medicações, mas apresentou picos hipertensivos em algumas ocasiões, com quadro de hematoquezia intermitente (hemorragia por via retal), associado a disquezia (dificuldade em evacuar) há aproximadamente 15 meses.

Na Mata Escura, Geddel ainda apresentou, segundo consta no parecer enviado a Toffoli, episódios de vômito após alimentação, náuseas e tontura. Em um dos dias, “apresentou piora da tontura com queda da própria altura, apresentando hematoma, escoriação e edema em região periorbitária direita, com intensa dor local”.

O ex-político baiano afirmou que realiza exames de rotina desde quando deu entrada no sistema prisional, há aproximadamente três anos. “Foi diagnosticado com depressão fazendo uso de [medicamentos] (…), prescritos pelo psiquiatra da unidade e que se encontra.”

Ainda na Mata Escura, Geddel diz ter apresentado falta de ar progressiva há 10 dias, interrompendo, por vezes, atividades básicas diárias. Segundo o parecer, foi solicitado TC de Tórax para avaliar possível lesões secundárias e uma pneumonia viral, comum em pessoas que tiveram contato covid-19: “Paciente necessita de exames complementares, alguns urgentes, além de acompanhamento com diversas especialidades médicas, como Proctologista, Gastroenterologista, Psiquiatra, Cardiologista, Urologista, sendo que tantos os exames, quanto os ambulatórios com as especialidades, dependem da disponibilidade de agendamento na rede SUS, ligada a Secretaria Municipal de Saúde e a Secretaria de Saúde do Estado, podendo demorar um período que pode cursar com grave complicações na saúde do paciente, que podem cursar com aumento de morbidade e até mortalidade.”

O parecer apresentado ao ministro diz ainda que Geddel é hipertenso e que faz uso regular de medicações | FOTO: Reprodução/Correio |

Prisão domiciliar
Geddel deixou o complexo penitenciário da Mata Escura no início da tarde da última quarta-feira (15), às 13h05, para cumprir prisão domiciliar sob monitoramento de tornozeleira eletrônica em sua casa, no edifício Condomínio Pedra do Valle, no bairro do Chame Chame, em Salvador. Ele chegou em sua residência às 13h30, em um carro dirigido por seu advogado Gamil Foppel.

Os portões do prédio foram abertos antes mesmo de sua chegada, para evitar aglomeração dos repórteres. Dois moradores apareceram timidamente na janela das varandas, mas, com exceção dos jornalistas, a rua estava vazia quando ele chegou. Um primeiro carro, um Audi branco, que seria de um outro advogado que acompanha o caso, entrou no condomínio 5 minutos antes. Após 15 minutos no local, os veículos deixaram o prédio sem falar com os jornalistas. As informações são do jornal Correio.

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