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#Chapada: Novo protesto cobra punição a prefeito por agressões a mulheres em Barra do Mendes; gestor diz ter agido de forma intempestiva

“Não pensei em chamar a polícia, porque não deu para assimilar”, diz prefeito depois de agredir mulheres diante um bebê de seis meses, que estava no colo de sua mãe, acompanhada por seu pai, um idoso de 81 anos.

Depois das agressões a mulheres que protestavam em Barra do Mendes, na Chapada Diamantina, o prefeito Armênio Sodré Nunes (MDB), o popular ‘Galego’, se defendeu dizendo que agiu “intempestivamente” por medo de ataques à sua família e residência. Neste sábado (5), após repercussão do caso no país, um novo protesto foi realizado contra o gestor. Em sua defesa, ‘Galego’ disse que estava assustado, que usou uma cinta para chicotear as manifestantes que participavam de ato pacífico em via pública, e que agiu “intempestivamente” na última sexta-feira (4). O protesto de hoje cobrou punição ao político. “Covardes não passarão, covardes não nos clarão, porque juntos somos mais fortes”, aponta grupo liderado por Dolarice Cavalcante, assistente social.

O emedebista concedeu entrevista para uma rádio na região, na qual entra em contradições por diversas vezes. “O pessoal tentou invadir a minha casa gritando e meu filho estava com a irmã de oito anos sozinho em casa e ficou assustado”, justifica Armênio Sodré, logo após dizer que tinham “dois adolescentes dentro de casa”. Registros e participantes do ocorrido afirmam que o prefeito, após agressões, retirou sua filha do carro, ainda fora da residência.

Hematomas deixadas pelas agressões do prefeito

Vídeos mostram o prefeito chegando de maneira agressiva com seu veículo em cima dos manifestantes que estavam sentados do outro lado da rua da sua casa. “Não tive como segurar e saí empurrando as pessoas, usando uma fita de pano duro para bater”, nesse caso, nas mulheres que estavam na manifestação. Registro em vídeo mostra explicitamente um chicote de couro na mão de ‘Galego’, que sem piedade, seguiu agredindo, atingindo cruelmente Simone Sousa Feitosa de Almeida.

Novos relatos
No ato covarde, o gestor cortou os dedos da mulher, ‘lapiou’ suas costas e quadril, e instalou o medo e a impotência da população diante a situação. “Deveria ser enquadrado na lei Maria da Penha e preso em flagrante”, comenta um internauta ao cobrar justiça. Bruna Matos, outra moradora agredida, também relatou ao Jornal da Chapada, em entrevista, sobre o pânico que passou no momento das agressões.

Nova manifestação foi realizada neste sábado em Barra do Mendes | FOTO: Divulgação |

“O carro, de repente, quase atropelou a gente, e sem reação ficamos, quando a esposa do prefeito saiu e indagou minha amiga Simone Sousa, sobre o que estava acontecendo. Nesse momento, o prefeito já saiu com um ‘vergalho’ de boi, e jogou com muita força pegando em meu pé. Saí correndo assustada, quando ouvi as ‘lapadas’ em Simone e conseguimos voltar para acudir ela que já estava sangrando, toda machucada”, afirma Bruna.

A moradora ainda ressalta sobre o posicionamento da polícia, por não estar no momento da manifestação e não foi solicitada pelo prefeito. Em entrevista à rádio da região, ‘Galego’ disse que “não pensei em chamar a polícia porque não consegui assimilar”. As cenas dos vídeos, conseguem passar angústia ao espectador devido à presença de um bebê de seis meses. Ele estava no colo de sua mãe, Maria Clara Barreto, que chegou na manifestação acompanhada por seu pai, um idoso de 81 anos.

Vídeo de nova manifestação

“Eu saí do carro do meu pai e fui falar com o pessoal, quando vi um carro em minha direção, fiquei assustada, achei que era alguém alcoolizado dirigindo e corri com meu filho no colo, pois eu não sabia o que estava acontecendo, apenas vi todos correndo”, diz Maria Clara, que afirma que “ainda estou sem saber o porque da reação do prefeito”.

A manifestação foi motivada pelos moradores que participavam de grupo no WhatsApp, o qual o prefeito e sua esposa também faziam parte, e a prioridade era “falar sobre um amigo que está internado com covid-19 precisando de respirador, sendo que o município não tem respirador, e necessita ser transferido para não haver maiores complicações e correr risco de óbito”, salienta o grupo.

Relatos de agressões às mulheres

O município, segundo os manifestantes, recebeu R$1,6 milhão para apoio no combate ao coronavírus e a população “está desassistida, abandonada. Não há, na cidade, segurança ao que diz respeito aos protocolos sanitários, muito menos aos serviços de saúde e aparelhos nos hospitais para auxiliar os pacientes na cura do coronavírus”.

Verba para combater a pandemia
Sobre a verba repassada ao município pelo estado e União, o prefeito responde que “uma parte foi investida e outra está guardada em conta. Não compramos os respiradores porque no momento estava superfaturado e aguardamos o preço baixar para adquirir o material”, diz o prefeito Armênio.

O grupo agredido pelo gestor, seguiu para o hospital do município logo após a agressão, aconselhado pela polícia local, que não reagiu à situação, e apenas “disse para a gente que era para ir ao hospital fazer exames”, e assim as pessoas agredidas fizeram.

Manifestantes neste sábado

Neste sábado (5), os manifestantes agredidos foram registrar a queixa na delegacia de Polícia Civil, em Irecê, cerca de 65 quilômetros de Barra do Mendes, com os laudos médicos que comprovam as lesões corporais por consequência das chicotadas do prefeito.

Outro lado
As informações do portal G1, comprovam que o prefeito assumiu que errou e pediu desculpas pelo ato de atacar mulheres. Em nota, o administrador de Barra do Mendes disse que as denúncias dos moradores de desvios de verbas recebidas para o combate à covid-19 na cidade não procedem.

Reveja vídeo do momento das agressões

Ele também conversou com a TV Bahia por telefone. Galego afirmou que a verba vem sendo aplicada e acompanhada pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA). O prefeito disse ainda que o protesto foi iniciado por uma comerciante que estava insatisfeita com um decreto que determina o fechando do comércio até este domingo (6), por causa do aumento de casos de covid-19 na cidade chapadeira.

Ainda segundo Galego, os manifestantes soltaram foguetes em direção à casa dele, pregaram cartazes no portão e no muro da casa, esmurraram e chutaram o portão da residência, assustando as filhas, uma criança e uma adolescente, além da mãe dele, que tem mais de 90 anos e problemas de saúde, conforme narrou o portal G1. Recentemente, o filho de 16 anos do prefeito foi sequestrado (reveja aqui). Além disso, o emedebista e alguns empresários tiveram mais de R$232 mil bloqueados (confira mais).

Jornal da Chapada

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