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#Brasil: Crise na saúde em Manaus tem superlotação em hospitais e cemitérios; demanda de oxigênio aumenta e preocupa autoridades

Em meio à descoberta de uma nova variante do coronavírus, houve um pico no número de internações, com hospitais lotados e sem oxigênio. Relatos dramáticos que circulam nas redes sociais dizem que pacientes estão sendo submetidos à ventilação manual e muitos morrem asfixiados.

Metrópole de cerca de 2 milhões de habitantes, Manaus vive uma crise sem precedentes com o avanço dos casos de covid-19. Com internações batendo recordes, unidades de saúde ficaram sem oxigênio. O estado está sendo obrigado a enviar pacientes para outros estados. A ocupação de leitos de enfermaria públicos na capital do Amazonas chega a 103%, enquanto média na UTI pública e privada é de 90,4%.

Registro de novas hospitalizações é 141% maior do que no pico de 2020. Os cemitérios também estão lotados, ampliaram o horário de funcionamento e instalaram câmaras frigoríficas. Para tentar frear o vírus, o governo estadual decidiu proibir a circulação de pessoas entre 19h e 6h em Manaus.

Segundo o governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC), a demanda de oxigênio em Manaus aumentou cinco vezes em 15 dias. Em entrevista à Globo News, o gestor afirmou que a demanda superou a capacidade de produção no estado.

“Hoje nós temos um aumento significativo, extraordinário. Em menos de 15 dias, passamos de 15 mil m³ para 75 mil m³, superando a capacidade que o fornecedor tinha de produzir oxigênio”, disse. O governador também atribuiu o aumento de casos à variante do coronavírus registrada em Manaus, ao clima chuvoso e às aglomerações em dezembro e janeiro”.

“Os casos aumentaram muito em resultado de uma nova cepa que está em circulação no estado do Amazonas, resultado também de aglomerações. Todas as decisões que tomamos foram baseadas em critérios técnicos, tentando encontrar um equilíbrio entre a proteção da vida e as atividades econômicas”.

Com a crise na saúde, o mundo voltou os olhos para a capital e voluntários se mobilizam para arrecadar doações para a cidade. Grupos solidários que buscam ajudar pessoas em Manaus se uniram e criaram a campanha online ‘SOS AM’. Whindersson Nunes, DJ Alok e a dupla Jorge & Mateus estão entre os artistas que se mobilizaram para ajudar as pessoas que sofrem na capital.

Em meio ao colapso sanitário, o presidente Jair Bolsonaro afirmou na última sexta-feira (15), já ter feito a sua parte. Segundo ele, foram enviados recursos e outros meios ao Amazonas para o enfrentamento da covid-19. O vice-presidente, Hamilton Mourão, também saiu em defesa do governo, dizendo que não era possível prever a situação em Manaus e que estão fazendo ‘além do que podem’.

“A gente está sempre fazendo o que tem que fazer, né? O problema em Manaus é terrível. Fizemos a nossa parte, com recursos e meios”, afirmou ele a apoiadores no Palácio da Alvorada, citando também a ajuda das Forças Armadas ao levar insumos ao Estado. “O ministro da Saúde esteve lá na segunda-feira e providenciou oxigênio, começou o tratamento precoce, que alguns criticam ainda”, completou.

A ocupação de leitos de enfermaria públicos na capital do Amazonas chega a 103%, enquanto média na UTI pública e privada é de 90,4% | FOTO: Divulgação |

Início da pandemia no Brasil
Manaus foi atingida em abril e maio de forma particularmente dura pela covid-19. Imagens de enterros em massa e de hospitais superlotados rodaram o mundo. Até a última atualização, os números oficiais até agora indicam mais de 95 mil infectados e chega a quase quatro mil mortos na cidade.

Como muitos dos que morreram em casa foram enterrados sem serem testados, é provável que tenha havido um grande número de subnotificações ou não notificados. Só na primeira semana de maio, morreram 4,5 vezes mais pessoas na cidade do que o habitual, o que dá uma ideia da rapidez com que o vírus se disseminou.

Após esse pico, entretanto, os casos diminuíram rapidamente em junho. Desde o final de setembro, o número de casos de covid-19 voltou a aumentar na capital. Sete mortes por dia foram registradas, 6% a mais do que a média dos 14 dias anteriores. A ocupação de leitos em UTIs também aumentaram.

Nas clínicas privadas, chegava a 71% no final de setembro, nos hospitais públicos, era de mais de 72%. Um estudo da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) concluiu, por isso, que Manaus passava por uma segunda onda da doença. A flexibilização das regras de distanciamento social implementada após a queda no número de casos em junho, gerou multidões em praias e festas.

As autoridades ordenaram por meio de decretos um novo fechamento de bares e balneários públicos, e o horário de funcionamento de lojas e restaurantes foi reduzido por 30 dias. Menos de um ano depois, a capital está de volta ao cenário, mas em uma situação ainda pior: nesta semana, médicos e pesquisadores denunciaram a falta de oxigênio nos hospitais.

O número de doentes em situação grave é tamanho que, na última terça-feira (12), a demanda diária por oxigênio era onze vezes maior do que a média. “Há relatos de uma ala inteira de pacientes que morreu sem ar”, disse o pesquisador Jesem Orellana, da Fiocruz-Amazônia, à Folha de S. Paulo.

A capital do Amazonas, Manaus, voltou a ocupar o noticiário do Brasil e do mundo por causa da pandemia de covid-19. Em meio à descoberta de uma nova variante do coronavírus ali, houve um pico no número de internações, com hospitais lotados e sem oxigênio. Relatos dramáticos que circulam nas redes sociais dizem que pacientes estão sendo submetidos à ventilação manual e muitos morrem asfixiados. O sistema de saúde dá sinais de colapso. Jornal da Chapada com informações do portal G1, UOL, Terra, DW e IG e Estadão.

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