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#Brasil: Trabalhadores informais ficam sem auxílio emergencial após governo errar a projeção de retomada

Para tentar reverter o quadro, o Congresso busca a aprovação de uma nova rodada de pagamento do auxílio emergencial, ainda que em valores menores e para um número mais restrito de pessoas.

O erro nas projeções econômicas do governo federal resultaram no desamparo da maioria dos trabalhadores informais e no aumento da pobreza em conjunto com a queda na renda e no consumo das famílias. Para tentar reverter o quadro, o Congresso busca a aprovação de uma nova rodada de pagamento do auxílio emergencial, ainda que em valores menores e para um número mais restrito de pessoas.

Quando a proposta de Orçamento para 2021 foi elaborada, o Ministério da Economia havia avaliado a recuperação da atividade e a queda no número de casos verificados no segundo semestre ainda do ano passado que apontava uma tendência para o início deste ano, o que não aconteceu. Devido a isso, não houve nenhuma previsão de novas medidas de estímulo para a economia sendo enviada ao Congresso.

Em 2020, o auxílio representou um gasto de R$ 293 bilhões. A expectativa é uma renovação com gasto de até R$ 50 bilhões. A Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) realizou um trabalho em parceria com o Ministério Público Federal no estado e apontou alguns efeitos da ausência de políticas públicas para as famílias e os pequenos empreendedores nas periferias da Grande São Paulo.

“A gente está vendo a fome voltar. Você entra em 2021 com um aumento no preço de uma série de bens que a população mais carente precisa para sobreviver, com queda na renda das famílias que deixaram de receber o auxílio, muitas não conseguiram voltar ao mercado de trabalho. É um panorama de redução do consumo, até de itens básicos”, afirma Luciana Rosa de Souza, coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Economia e Desenvolvimento da universidade ao jornal Folha de S. Paulo.

A professora ainda explica que os comerciantes dos bairros mais pobres viram os seus negócios prosperarem durante o pagamento do auxílio, mas que após o fim do benefício, as vendas começaram a cair. “A gente conversou com gente que tem varejão, mercadinho, açougue. As entrevistas têm mostrado que as pessoas estão focando no arroz e feijão, naquilo que é essencial”, completou.

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