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#Bahia: Músico e maestro Letieres Leite morre aos 61 anos após lutar contra a covid-19

Nascido em Salvador, Letieres era arranjador, compositor e também instrumentista.

O maestro e compositor Letieres Leite morreu nesta quarta-feira (27), aos 61 anos, em decorrência da Covid-19. Letieres, que já estava vacinado com as duas doses contra a doença, tinha asma severa e utilizava rotineiramente a bombinha.

O maestro sempre foi apaixonado pela cultura baiana, em especial pelo universo percussivo da Bahia.

Nascido em Salvador, Letieres era arranjador, compositor e também instrumentista. O projeto Rumpilezz, já com este nome, começou no Teatro Gamboa, em 2005 onde Letieres promoveu o encontro de músicos da cena instrumental baiana com percussionistas de atabaques, os Alabés. Em 2006, Letieres criou a Orkestra Rumpilezz, que é o maior orgulho dos seus 30 anos de carreira.

Letieres participaria do 20º Prêmio BDMG Instrumental no CCBB de Belo Horizonte, que começaria hoje. O show dele estava marcado para 10 de novembro, ao lado do baixista Pedro Gomes.

Rui Costa lamentou a morte do maestro nas redes sociais. “Recebi com muita tristeza a notícia do falecimento de um dos mais importantes músicos baianos em atividade no país, Letieres Leite. Maestro, compositor, arranjador e educador, Letieres revelou talentos com o projeto Rumpilezz e levou nossa percussão para o mundo”, publicou o governador em seu perfil no Twitter.

“Sua morte é uma enorme perda para a cultura da Bahia e para todos nós que admirávamos a sua genialidade. Que Deus conforte o coração dos seus familiares”, completou.

Além do elogiado trabalho com a orquestra baiana, ele estava desenvolvido outras experiências, como a do Quinteto Letieres Leite, que explora uma musicalidade mais próxima ao jazz e com o qual ele lançou em 2019 o álbum O Enigma de Lexeu, pela gravadora carioca Rocinante. Pela mesma gravadora, lançou o álbum Canção da Cabra, parceria com o Sylvio Fraga Quinteto, do Rio de Janeiro.

Já neste ano Letieres contribuiu com arranjos para o disco Noturno, de Maria Bethania. “Ansioso por escutar este novo disco NOTURNO onde tive o prazer e a honra de ter feito Arranjos. Viva ????????”, escreveu ele, em junho.

Para o Correio, em 2020, o maestro selecionou seis discos que ajudaram a formar seu caráter musical. A seleção incluía de Caetano Veloso a Miles Davis.

Uma vida focada na música
Desde cedo, Letieres seguiu pelo mundo das artes, começando pelas artes plásticas aos 13 anos. Ele chegou a ter uma exposição dos trabalhos com pintura e gravura na Biblioteca Central de Salvador.

Em 1977, passou no vestibular para Artes Plásticas na Universidade Federal da Bahia (Ufba) e cursou por três anos. Enquanto isso, aprendia de maneira autoditada a música. O interesse aumentou e começou a cursar matérias sobre o tema de maneira eletica, até que se profissionalizou.

Ele começou a tocar com artistas locais como Gerônimo e Saul Barbosa, entre outros. Nos anos 1980, morou no sul do país e fundou conjuntos musicais, além de escrever arranjos para a Orquestra Sinfônica de Porto Alegre.

Também morou no exterior, vivendo na Áustria, onde fez parte do Franz Schubert Konservatorium, em Viena. Ele tocou em festivais na Europa no Brasil. Tocou também com artistas como Gilberto Gil, Elba Ramalho, Timbalada, Lulu Santos e outros.

Em 1994, voltou para o Brasil e continuou a participar de gravações. No lado acadêmico, ensinou no curso de extensão de saxofone da Faculdade de Música da Ufba e fundou a Academia de Música da Bahia.

A Orkestra Rumpilezz foi criada em 2006. Além de ser o maestro, Letieres era responsável por figurino e ambientação, sendo o nome à frente do conceito.

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