Jornal da Chapada

#Polêmica: Ex-comandante da Polícia Militar, Sturaro rebate Prisco e diz que deputado não tem “hora de fuzil na mão”

Humberto Sturaro e Soldado Prisco | FOTO: Montagem/Reprodução |

O pré-candidato ao Legislativo baiano e ex-comandante-geral da Polícia Militar, Humberto Sturaro, rebateu, nesta quinta-feira (27), o deputado estadual, Soldado Prisco (PSC), e disse que ele não tem experiência em campo como policial. “Não tem hora de fuzil na mão”, comentou no post. A troca de farpas entre os dois ocorreu nos últimos dias, pelas redes sociais.

“Se o senhor quiser, que defenda, mas para mim é bandido. O senhor não conhece a minha história com os praças, porque passou por aqui muito rápido, não tem hora de fuzil na mão, então não pode falar da minha relação com os praças. Procure saber dos praças, quem não tem carinho por mim. Eu tenho história, você não tem. Sua história é de discórdia, toda as vezes que o senhor deputado me procurou, para ajudar um companheiro, quando eu lhe neguei, que disse não? Eu represento uma categoria e tenho muito respeito a ela”, diz Sturaro.

A publicação, por meio de vídeo, rebateu a declaração de Prisco que, sem citar Sturaro, comentou um vídeo anterior do coronel, no qual ele fala sobre casos de corrupção na polícia e sugere matar e jogar em “uma vala” os que cometerem desvios na corporação. Antes, Prisco também tinha dito que o coronel “não tem conhecimento” para falar sobre um caso divulgado de policiais que teriam vendido armas para traficantes.

“Tem um vídeo de um oficial da reserva da polícia falando do caso dos policiais que ele não tem conhecimento, apesar de ter rodado textozinho nos grupos informando que houve venda de armas para o ‘bicho’. Primeiro que ‘bicho’ não existe, se existisse, automaticamente estaria preso. Vamos preservar as investigações, não vamos antecipar, eu não vou entrar no mérito”, disse Prisco, que indagou o fato de Sturaro não ter se manifestado em outros casos semelhantes.

“Engraçado que aconteceram vários fatos com vários oficiais e não vi essa demonstração de indignação. Se estiver errado, do soldado ao coronel, tem que ser punido, pau que dá em chico, dá em francisco, mas não da forma que ele colocou. Graças a Deus que isso é a minoria dos oficiais que cometem esses erros, mesmo sendo minoria, gostaria de ver essa posição”, completou.

A origem do bate-boca, com o posicionamento de Sturaro foi após, de acordo com ele, ter ouvido uma conversa, na academia, sobre o tráfico de armas feito por policiais. Ele pediu atenção aos “infiltrados” na PM em um post que marcou o seu aliado, o ministro da Cidadania, João Roma.

Ele defendeu que policiais corruptos sejam mortos como na “Idade Média”, quando muitos eram degolados por ordem dos reis. Segundo Sturaro, será preciso cavar uma “vala muito grande” para jogar os agentes e “tacar fogo”. Jornal da Chapada com informações de texto base do Bnews.

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