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#Vídeo: Lula volta a criticar projeto de lei que propõe equiparar pena para crime de aborto ao homicídio simples

“Esse negócio de ficar discutindo aborto legal. Quem está abortando, na verdade, são meninas de 12, 13, 14 anos. É crime hediondo um cidadão estuprar uma menina de 10, 12 anos, e depois querer que ela tenha um filho", salientou o presidente.

Estagiário 1 por Estagiário 1
18 junho 2024 - 21h58
no Cidades, Curiosidades, Menu Principal
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#Vídeo: Lula volta a criticar projeto de lei que propõe equiparar pena para crime de aborto ao homicídio simples

Lula volta a atacar PL Antiaborto por estupro | FOTO: Montagem do JC |

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a falar sobre a discussão a respeito do aborto no país, durante entrevista à CBN nesta terça-feira (18), e destacou a situação de crianças e adolescentes que engravidam após violência sexual. O petista se posicionou contrário ao aborto, mas rebateu a ideia de que vítimas de estupro sejam obrigadas a manter gestações fruto do abuso. Lula ainda criticou o deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), autor do projeto de lei que propõe equiparar a pena para o crime de aborto ao homicídio simples.

“Esse negócio de ficar discutindo aborto legal. Quem está abortando, na verdade, são meninas de 12, 13, 14 anos. É crime hediondo um cidadão estuprar uma menina de 10, 12 anos, e depois querer que ela tenha um filho. Um filho de um monstro”, começou Lula.

“Então é preciso de forma civilizada a gente discutir. As crianças estão sendo violentadas dentro de casa. Esse debate é um debate maduro que envolve a sociedade. Temos que respeitar as mulheres. Elas têm o direito de ter um comportamento diferente e não querer. Por que uma menina é obrigada a ter um filho de um cara que estuprou ela? Que monstro vai sair do ventre dessa menina?”, acrescentou o mandatário.

A CNN questionou a posição do Palácio do Planalto sobre o contexto da fala de Lula e aguarda retorno.

Lula critica deputado autor do projeto
O debate sobre a legislação que criminaliza a interrupção da gravidez no país foi reacendido pela aprovação na Câmara dos Deputados da urgência do projeto de lei 1.904/24, que propõe aumentar a pena para o crime de aborto.

“O cidadão diz que fez o projeto para testar o Lula. Eu não preciso de teste. Quem precisa de teste é ele. Eu quero saber se uma filha dele fosse estuprada, como ele ia se comportar. Então, quero muita maturidade nessa discussão”, afirmou o presidente durante a entrevista desta terça.

“Eu, Lula, sou contra o aborto. Para ficar bem claro. Agora, enquanto chefe de Estado, o aborto tem que ser tratado como uma questão de saúde pública, porque você não pode continuar permitindo que a madame vá fazer um aborto em Paris, e a coitada morra em casa tentando furar o útero com uma agulha de tricô”, acrescentou.

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A primeira manifestação do presidente sobre o tema ocorreu durante viagem à Itália, no último sábado (15). Na ocasião, Lula classificou como uma “insanidade” a possibilidade de uma mulher estuprada ter pena maior do que a do estuprador — cenário hipótetico considerando a eventual aprovação do projeto.

“Acho que é insanidade alguém querer punir uma mulher numa pena maior que o criminoso que fez o estupro. É, no mínimo, uma insanidade”, disse Lula em entrevista a jornalistas. “Quando alguém apresenta uma proposta que a vítima tem que ser punida com mais rigor do que o estuprador, sinceramente, não é sério.”

Sóstenes responde: “ataque pessoal”
Sobre as declarações de Lula, o deputado Sóstenes Cavalcante respondeu que o presidente está “transformando uma discussão tão séria em um ataque pessoal”.

“Quanto ao que você faria se minha filha fosse estuprada, deixe-me ser claro: um estuprador não é pai, uma criança não é mãe, e um bebê de 22 semanas não é descartável. O aborto não é a solução!”, disse.

“Você menciona que meu projeto é um “teste”. Ironia do destino, o verdadeiro teste é a sua habilidade de enfrentar questões morais com seriedade. Transformar uma questão de vida ou morte em um jogo político é desrespeitoso”, continuou o parlamentar, em nota.

O deputado ainda mencionou o caso do filho do presidente, Luis Cláudio Lula da Silva, denunciado por sua ex-companheira por agressão física e psicológica. “Meus filhos sempre foram ensinados nos caminhos do Senhor, aprendendo a distinguir o que é bom e reto. Infelizmente, parece que esses princípios não foram transmitidos na sua casa, considerando que seu próprio filho foi denunciado por agredir a esposa. Talvez, ao invés de atacar os valores dos outros, você devesse refletir seriamente sobre os valores que ensinou em sua própria família.”

Sóstenes reiterou a defesa à matéria de sua autoria, dizendo que o objetivo não é “punir vítimas, mas proteger a vida que já existe”.

“É verdade que muitas meninas são violentadas dentro de casa, e isso é uma tragédia que deve ser combatida com rigor. Mas a resposta não pode ser a eliminação de uma vida inocente”, disse o deputado Jornal da Chapada com informações do portal CNN.

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Tags: abortobrasilLulaPolítica
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