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Home Menu Principal Saúde

#Bahia: Salvador lidera consumo abusivo de álcool entre capitais brasileiras, aponta levantamento do CISA

Com 28,9% da população admitindo uso excessivo de bebidas alcoólicas, capital baiana supera média nacional; Alcoólicos Anônimos completa 72 anos na cidade com relatos de superação.

Estagiário 2 por Estagiário 2
11 junho 2025 - 07h59
no Cidades, Curiosidades, Menu Principal, Saúde, Top
0
#Mundo: Adultos de meia-idade estão bebendo mais e usando maconha em níveis recordes nos EUA, diz estudo

Salvador lidera ranking de consumo abusivo de álcool | FOTO: Marcelo Camargo/Agência Brasil |

Salvador lidera o ranking de consumo abusivo de álcool entre as capitais brasileiras, com 28,9% dos soteropolitanos afirmando consumir bebidas alcoólicas de forma abusiva, apontam dados do Centro de Informações sobre Saúde e Álcool (CISA).

Ranking das capitais com maior consumo abusivo de álcool

• Salvador – 28,9%
• Distrito Federal – 25,8%
• Cuiabá – 24,5%
• Florianópolis – 23,4%
• Vitória- 23,2%
• Belo Horizonte – 22,4%
• Campo Grande- 22%
• Maceió – 22%
• Teresina – 21,9%
• Porto Alegre – 21,7%
• Rio de Janeiro – 21,4%
• Recife – 21,3%
Brasil – 20,8%
• Aracaju – 20,8%
• Boa Vista – 20,5%
• São Paulo – 20,1
• Goiânia – 19,8%
• Palmas – 19,7%
• João Pessoa – 19,5%
• Curitiba – 19,1%
• Porto Velho – 19,1%
• São Luís – 18,3%
• Macapá – 18,1%
• Belém – 17,6%
• Fortaleza – 16,7%
• Natal – 15,5%
• Rio Branco – 15,1%
• Manaus – 12,6%

Ajuda necessária

O alcoolismo é uma realidade que afeta não apenas os indivíduos que enfrentam a dependência, mas também suas famílias e a sociedade como um todo. A luta contra o alcoolismo exige apoio e autovigilância contínuos, e é nesse contexto que a Irmandade dos Alcoólicos Anônimos (A.A.) se destaca como uma força transformadora.

Completando 90 anos de existência – 78 no Brasil e 72 anos em Salvador -, a irmandade tem sido essencial na recuperação de milhões de pessoas ao redor do mundo. Para a presidente da Junta de Serviços Gerais de Alcoólicos Anônimos do Brasil (JUNAAB), Lívia Pires Guimarães, a longevidade de A.A. está na simplicidade, amor e serviço.

“Dr. Bob, co-fundador da Irmandade, deixou escrito em sua última aparição antes de falecer que, para que o A.A. siga funcionando, deve manter-se simples e concentrar-se no amor e no serviço. Essas são questões humanas e universais, que sempre trarão bálsamo para qualquer dor, renovando as forças e as esperanças nos corações”, afirma.

Só na capital baiana e Região Metropolitana, existem cerca de 40 grupos do A.A. oferecendo um espaço seguro para partilha de experiências e apoio mútuo. Membro há 16 anos do A.A. em Salvador, Alexandre (nome fictício) entende que no programa – com base em 36 princípios divididos em 12 Passos, 12 Tradições e 12 Conceitos – parar não é o suficiente.

“Preciso parar, lógico, mas também preciso reformular a minha vida. O que é essa reformulação? Novos ambientes, novas amizades, novas atitudes, novas metas na minha vida… E preciso estar sóbrio para tomar essas decisões por mim mesmo”, explica.

Há 25 anos participando da irmandade, Maria (nome fictício) afirma que “o programa foi e tem sido primordial e fantástico em minha vida”. Ela bebia tanto que a situação se tornou “insuportável”. “Hoje sou outra pessoa e em todos esses anos no grupo, tenho observado muitas pessoas chegarem na irmandade em situações tão ruins ou piores que a minha, mas que reconstruíram suas vidas graças ao A.A.”, relata.

Mulheres no A.A.

Dada a natureza de anonimato do A.A., não existem dados sobre número de membros ou informações sobre eles, mas tem sido notável o crescimento de mulheres que buscam ajuda no grupo, com a popularização das videoconferências.

“É muito mais comum que as mulheres bebam escondido. Com o aumento das reuniões online durante a pandemia,(…) elas se sentiram mais confortáveis no ambiente online e algumas até passaram para as reuniões presenciais depois”, relata J.R. (nome fictício), no A.A. há 33 anos. As informações são do site A Tarde.

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Tags: Alcoólicos AnônimosAlcoolismosalvador
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