O preço do Bitcoin (BTC), na manhã desta quinta-feira (22), está cotado em R$ 479.481,64. Após um dia de turbulência o preço do BTC ensaia uma recuperação e uma volta para US$ 90 mil, embora o cenário macroeconômico não seja favorável já que as tensões entre EUA e Europa sobre a Groenlândia ainda persistem.
Bitcoin análise macroeconômica
André Franco, CEO da Boost Research, destaca que os mercados globais responderam positivamente depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, suavizou temores sobre tarifas e rejeitou o uso de força na disputa relacionada à Groenlândia, acalmando investidores e impulsionando ações na Ásia e nos EUA.
Desse modo, o índice S&P 500 subiu mais de 1%, enquanto bolsas na Austrália, Japão e Coreia também registraram ganhos. O dólar se fortaleceu e o ouro e a prata recuaram após atingir recordes. Títulos dos EUA recuperaram terreno e o clima de risco melhorou, reduzindo a aversão que havia predominado nos mercados recentemente.
Já o Bitcoin, cotado em aproximadamente US$ 89.900, tem uma expectativa de curto prazo neutra a levemente positiva. O alívio dos temores geopolíticos e a retomada de fluxo para mercados de risco podem estender apoio técnico ao BTC, visto que o sentimento risk‑on impulsiona tanto ações quanto criptoativos em momentos de liquidez e confiança renovadas. Entretanto, o fortalecimento do dólar e a retração do ouro indicam que ainda existe cautela macro, o que tende a limitar avanços significativos do Bitcoin sem um catalisador macro extraordinário adicional, como dados macro surpreendentes ou avanços em política monetária.”, afirmou.
Uma análise da Bitfinex aponta que após os novos desdobramentos do caso EUA-Groelândia, no mercado cripto, os volumes à vista de Bitcoin seguiram dentro da normalidade, com sinais, pela primeira vez em três meses, de desaceleração da pressão vendedora por parte de investidores de longo prazo.
A análise aponta que as taxas de financiamento permaneceram próximas da neutralidade, e não houve aumento relevante de fluxos de BTC para corretoras, o que afasta a hipótese de vendas reativas.
O comportamento do preço do Bitcoin tem sido compatível com ruídos macroeconômicos, e não com um catalisador específico do mercado cripto. Esse movimento reforça a leitura de que o BTC vem se consolidando como um ativo sensível ao ambiente macro financeiro, reagindo principalmente a mudanças nas expectativas de liquidez e nos juros reais, e não a manchetes pontuais sobre política comercial, a menos que elas alterem de forma concreta essas variáveis.
Assim, a Bitfinex destaca que embora o impacto imediato seja limitado, o ponto mais relevante está nos efeitos indiretos. A ampliação do discurso em torno de tarifas aumenta a probabilidade de um cenário com comércio global mais lento, maior incerteza de política econômica e, eventualmente, pressão sobre bancos centrais para mitigar riscos ao crescimento.
Historicamente, esse tipo de ambiente tem se mostrado favorável ao Bitcoin em horizontes de médio prazo.
Bitcoin análise técnica
Em relatório divulgado nesta semana, o analista Dr. Arnout Ter Schure, da Intelligent Investing, LLC, afirmou que o desempenho recente do Bitcoin reforça a necessidade de cautela no curto prazo, mesmo diante de um cenário estruturalmente positivo para os próximos anos. Segundo ele, o comportamento do preço desde o início de janeiro se encaixa em um padrão clássico de “falso rompimento”, quando o ativo supera uma resistência importante, mas não consegue se manter acima dela.
“Essas observações são importantes porque estabelecem a estrutura do que está acontecendo agora e do que provavelmente vai acontecer a seguir”, afirmou Ter Schure, ao comentar a movimentação do mercado após o bitcoin ultrapassar, por poucos dias, a região de US$ 94 mil e depois recuar para a faixa dos US$ 88 mil.
O analista lembra que 2025 terminou como um ano negativo para o Bitcoin, algo incomum na série histórica recente. De acordo com ele, o ativo nunca fechou dois anos consecutivos em queda. “Como 2024 foi um ano positivo, esperamos que o período de 2026 até, possivelmente, 2028 volte a ser de alta”, disse.
Apesar dessa leitura otimista para o médio e longo prazo, Ter Schure destaca que o comportamento do preço em 2026 ainda pode reservar um movimento de baixa mais acentuado. Para ele, não está descartada a possibilidade do BTC buscar novamente a região de suporte de longo prazo, localizada entre US$ 69 mil e US$ 73 mil, antes de iniciar uma retomada mais consistente.
A análise técnica do especialista se baseia nos princípios da Teoria das Ondas de Elliott, um método que tenta identificar padrões recorrentes de comportamento do mercado por meio de ciclos de alta e baixa. Segundo Ter Schure, o rompimento da máxima de dezembro, na faixa de US$ 94.617, era uma condição necessária para confirmar a continuidade de uma onda de alta. No entanto, o movimento não se sustentou.
“O Bitcoin superou esse nível no dia 13 de janeiro, mas conseguiu se manter acima por apenas quatro dias. Agora, com o preço novamente abaixo, consideramos que foi um falso rompimento, o que invalida o caminho de alta que estávamos acompanhando”, explicou.
Bitcoin pode cair para US$ 69 mil
Além disso, o analista observa que uma sequência de níveis de alerta foi rompida, o que aumentou a probabilidade de um movimento mais forte de correção. Segundo seus cálculos, cada quebra desses patamares técnicos eleva em cerca de 20% a chance de o bitcoin retornar à região dos US$ 70 mil antes de tentar uma nova recuperação.
Na avaliação de Ter Schure, o pico registrado em 14 de janeiro, próximo de US$ 97.943, pode ter marcado o topo de uma das ondas corretivas do atual ciclo. Ele afirma que, a partir desse ponto, o mercado passou a seguir um padrão de impulso para baixo, o que reforça a leitura de que a tendência de curto prazo se tornou negativa.
“O falso rompimento sugere fortemente que a máxima de janeiro foi o topo de uma onda corretiva, com características muito próximas das formações clássicas observadas em ciclos anteriores”, disse o analista.
De acordo com a projeção apresentada, o próximo alvo técnico estaria na chamada zona de extensão de Fibonacci, entre US$ 70.970 e US$ 76.335, região que historicamente costuma funcionar como ponto de exaustão de movimentos de queda dentro de estruturas maiores de mercado.
Para o especialista, essa possível correção, caso se concretize, não invalidaria o cenário de alta estrutural para os próximos anos. Pelo contrário, ele interpreta o movimento como parte de uma consolidação necessária antes de uma nova fase de valorização mais expressiva.
“Se esse padrão se completar, ele deve encerrar uma correção maior e abrir espaço para a próxima onda de alta, que pode levar o bitcoin a níveis significativamente mais elevados no médio prazo”, afirmou.
Na projeção de longo prazo da Intelligent Investing, o próximo grande ciclo de valorização poderia empurrar o preço do ativo para a faixa de US$ 164 mil, caso as condições técnicas e macroeconômicas se alinhem.
O cenário descrito por Ter Schure se soma a um momento em que o mercado cripto observa, ao mesmo tempo, a expansão da participação institucional e a crescente integração entre ativos digitais e o sistema financeiro tradicional. Analistas apontam que esse movimento tende a reduzir a volatilidade no longo prazo, mas pode intensificar disputas de curto prazo entre compradores e vendedores em pontos técnicos sensíveis.
Portanto, o preço do Bitcoin em 22 de janeiro de 2026 é de R$ 479.481,64. Neste valor, R$ 1.000 compram 0,0019 BTC e R$ 1 compram 0,0000019 BTC.
As criptomoedas que estão registrando as maiores altas no dia 22 de janeiro de 2026, são: MYx Finance (MYx), The Sandbox (SAND) e Canton (CC), com altas de 10%, 9,9% e 9,4%, respectivamente.
As criptomoedas que estão registrando as maiores baixas no dia 22 de janeiro de 2026, são: Dash (DASH), Midnight (NIGHT) e Memecore (M), com quedas de -5%, -4% e -3% respectivamente.
Este artigo não contém conselhos ou recomendações de investimento. Toda decisão de investimento e negociação envolve riscos, e os leitores devem realizar sua própria pesquisa antes de tomar uma decisão. Com informações do site Caderno Baiano.
























































