A cantora Maiara, que faz dupla com Maraisa, revelou detalhes sobre o diagnóstico de alopecia androgenética e destacou a importância da Chapada Diamantina em seu processo de transição capilar. O relato foi contado durante entrevista ao apresentador Luciano Huck, no programa Domingão com Huck, exibido no último domingo (1º).
Durante a conversa, a sertaneja explicou que convive com a condição genética que provoca queda de cabelo e afinamento dos fios. “Tenho alopecia androgenética, tenho pouquinho cabelo, puxei ao meu pai. Não precisava nem explicar que o povo iria entender. Mas resolvi me pronunciar porque muita gente me mandou mensagem falando da minha coragem de falar sobre isso”, afirma.
Maiara contou que decidiu passar por um processo de transição para assumir os fios naturais, abandonando procedimentos químicos e o uso constante de lace. Foi nesse momento que a Chapada Diamantina se tornou um marco pessoal. “Passei pelo processo de transição para ele voltar ao natural. Então, tirei a progressiva, tirei tudo e usava lace até ele ficar branquinho, bonitinho. Fiz uma viagem à Chapada Diamantina e lá foi a primeira vez que tirei tudo. Comecei a andar na rua e eles me receberam com tanto carinho. E aí eu comecei a andar em casa, no shopping com esse cabelo”, relata.
Segundo a cantora, a receptividade que encontrou nas ruas da Chapada foi determinante para fortalecer sua autoestima. Diferentemente das críticas e comentários que costumava ver nas redes sociais, a reação das pessoas foi de acolhimento e naturalidade, como se não houvesse qualquer problema em seu cabelo. O carinho do público local ajudou a consolidar sua decisão de se assumir como é.
A artista também relembrou um momento delicado vivido no palco, quando o cabelo se soltou durante uma apresentação no Carnaval em Goiás, em fevereiro deste ano. “Quando o meu cabelo caiu no palco parecia que tinha caído a roupa. Na hora, as pessoas me aceitaram. É o que eu falo: vamos ser mais empáticos com as pessoas, ninguém sabe o que o outro está passando. E a mulher se realiza muito no cabelo. A gente tem que ter empatia”, declara.
Jornal da Chapada




















































