O que para muitos soa como poesia é, na verdade, biologia. Desde o nascimento, milhões de células da mãe permanecem vivas no corpo do filho. Esse fenômeno é conhecido como microquimerismo materno.
Durante a gestação, células maternas atravessam a barreira da placenta e passam a integrar o organismo do bebê. O mais impressionante é que essas células conseguem evitar a ação do sistema imunológico e sobreviver por décadas sem serem atacadas.
Um estudo de 2025 confirmou a dimensão dessa conexão biológica. A estimativa é que milhões de células maternas estejam espalhadas pelo corpo dos filhos neste exato momento.
Do ponto de vista biológico, isso significa que ninguém está 100% sozinho. O vínculo com a mãe não pertence apenas ao passado — ele permanece como parte da estrutura física ao longo da vida.
Jornal da Chapada



















































