O ex-prefeito de Ruy Barbosa, Cláudio Serrada (PSD), passou a ser o principal foco de questionamentos após investigações apontarem o não repasse de contribuições previdenciárias descontadas de servidores municipais. A situação levou à solicitação judicial de bloqueio de cerca de R$ 5 milhões para garantir eventual ressarcimento aos cofres públicos.
De acordo com informações reunidas em processos administrativos e judiciais, além de autuação fiscal vinculada ao Ministério da Fazenda, as contribuições do funcionalismo teriam sido recolhidas na folha de pagamento, mas não transferidas aos órgãos responsáveis, o que pode ter gerado impactos em direitos como benefícios previdenciários e programas vinculados, além de multas e encargos ao município.
O cenário provocou apreensão entre servidores municipais, que relatam preocupação com possíveis prejuízos acumulados ao longo do período. A cobrança dos valores e a tentativa de responsabilização buscam reparar danos financeiros e restabelecer a regularidade das contribuições.
Enquanto isso, documentos apontam que, no mesmo período, contratos firmados pela gestão destinaram mais de R$ 1,13 milhão à empresa Construtora Barros e Medeiros entre outubro e dezembro de 2024. Os dados alimentam questionamentos sobre prioridades administrativas e gestão de recursos públicos.
A apuração também menciona autuação fiscal relacionada a débitos previdenciários do município, indicando valores milionários em contribuições não recolhidas, acrescidas de juros e multas. O procedimento reforça o contexto de irregularidades investigadas e amplia a dimensão financeira do caso.
Segundo relatos de servidores, os efeitos da falta de repasses atingem diretamente a vida funcional, com reflexos em vínculos previdenciários e na regularidade de benefícios. Trabalhadores apontam preocupação com registros incompletos e possíveis impactos no acesso a direitos como o Programa de Integração Social (PIS) e o Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep), além de insegurança quanto ao tempo de contribuição.
Até o momento, não há manifestação pública recente do ex-gestor sobre as acusações. O caso segue em análise nas esferas administrativa e judicial, enquanto órgãos de controle acompanham os desdobramentos e a eventual responsabilização.
Jornal da Chapada

