O ministro Gilmar Mendes fez um discurso com referências históricas ao papel do Supremo Tribunal Federal (STF) como guardião da democracia e, na sequência, adotou tom crítico ao abordar a atuação da Corte em temas recentes. Ele citou decisões relacionadas ao enfrentamento da pandemia de Covid-19, mencionou os episódios de 8 de janeiro e direcionou críticas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Durante sua manifestação, o ministro voltou a atacar a Operação Lava Jato, classificando-a como uma agenda política travestida de combate à corrupção. “Não se combate o crime cometendo crimes”, afirmou. Ele também mencionou a Operação Spoofing, destacando os desdobramentos do caso.
Segundo Gilmar, causa perplexidade o fato de que veículos de comunicação que exaltaram a Lava Jato ainda não tenham feito um mea-culpa diante dos abusos revelados por documentos da Operação Spoofing. “A propósito dessas idiossincrasias, também causa perplexidade, presidente, que os mesmos veículos que exaltaram a Lava Jato não tenham feito até hoje um mea-culpa ante os abusos comprovados pelos documentos da Operação Spoofing”, declarou.
O ministro ainda ironizou a atuação de jornalistas à época da força-tarefa. “Como todos sabem, e eu não quero constranger ninguém… Muitos jornalistas importantes, hoje talvez até promovidos na mídia qualificada, eram ghostwriters de Moro e companhia. E veja, Moro precisava de ter ghostwriters, porque talvez não soubesse escrever com G ou com J a palavra tigela”, disse.
A fala ocorreu após o ministro traçar um panorama histórico da atuação do STF e reforçar o papel da Corte como defensora das instituições democráticas. Com informações do site Metrópoles.


















































