Milhares de pessoas participaram na último terça-feira (3) do funeral das mais de 150 vítimas de um ataque ocorrido em uma escola primária na cidade de Minab, no sul do Irã. As mortes ocorreram após o local ser atingido por mísseis durante uma ofensiva militar realizada pelos Estados Unidos e por Israel contra o território iraniano.
O ataque aconteceu no último sábado (28) e atingiu uma escola de meninas, onde estavam as estudantes que acabaram entre as vítimas. Segundo informações divulgadas pelas autoridades iranianas, mais de 150 estudantes morreram no episódio.
Diante da gravidade do caso, o escritório de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas solicitou a abertura de uma investigação. Em Genebra, a porta-voz do órgão, Ravina Shamdasani, informou que o alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Türk, defende uma apuração “rápida, imparcial e minuciosa” sobre as circunstâncias do bombardeio.
De acordo com Shamdasani, cabe às forças envolvidas no ataque investigar o ocorrido e divulgar esclarecimentos sobre o episódio. O escritório da ONU, entretanto, não apontou qual das partes considera responsável pelo bombardeio.
A porta-voz afirmou ainda que imagens divulgadas nas redes sociais mostram cenas de grande destruição e sofrimento, refletindo, segundo ela, “a essência da destruição, do desespero, da falta de sentido e da crueldade deste conflito”.
O alto comissário também fez um apelo para que todas as partes envolvidas atuem com moderação e retomem as negociações.
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, declarou na segunda-feira (2) que as forças americanas “não atacariam deliberadamente uma escola”. Já o governo de Israel informou que está investigando o incidente.
O embaixador do Irã junto à ONU em Genebra, Ali Bahreini, havia enviado anteriormente uma carta a Volker Türk, em 1º de março, classificando o ataque como “injustificável” e “criminoso”. Segundo ele, 150 estudantes morreram.
O escritório de direitos humanos da ONU afirmou que, até o momento, ainda não há informações suficientes para determinar se o bombardeio pode ser classificado como crime de guerra.
Jornal da Chapada



















































