Durante depoimento prestado nesta quarta-feira (18) à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado, o fundador da Esh Capital, Vladimir Timerman, afirmou que Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, atuava como subordinado de um nome oculto ligado à instituição. Em sua fala, o gestor declarou que o empresário Nelson Tanure seria uma das “cabeças” do banco e o situou no topo da hierarquia do grupo.
Segundo Timerman, Vorcaro teria sido colocado como rosto público do banco e responsável por fazer conexões políticas, sem ter pleno domínio do que estaria ocorrendo nos bastidores da instituição. A declaração foi dada no contexto das apurações conduzidas pela CPI sobre a estrutura e o funcionamento do Master.
Como já havia sido mostrado anteriormente na coluna Dinheiro e Negócios, do Metrópoles, Nelson Tanure é conhecido no mercado por sua atuação em empresas em dificuldade financeira, o que lhe rendeu a fama de “devorador de empresas”. Seu perfil de atuação costuma envolver a aquisição de participações em companhias com ativos desvalorizados, seguida de defesa por reestruturações profundas e mudanças significativas de gestão.
Esse padrão já foi observado em empresas como Oi, Telemar, Gafisa, Jornal do Brasil e Gazeta Mercantil. Entre os movimentos mais recentes atribuídos ao empresário, está a investida na gestão do Grupo Pão de Açúcar (GPA).
Tanure também foi um dos alvos da segunda fase da Operação Compliance Zero, deflagrada em 14 de janeiro de 2026, mesma etapa que mirou Daniel Vorcaro. A investigação apura supostas fraudes financeiras relacionadas ao Banco Master.
No âmbito da apuração, investigadores e manifestações do Ministério Público Federal passaram a tratar Nelson Tanure como “sócio oculto” do Banco Master. Em manifestação da Procuradoria da República em São Paulo, datada de 6 de janeiro de 2026, o empresário foi descrito como beneficiário final da Lormont Participações S.A. e apontado como alguém que exerceria influência sobre o banco por meio de fundos e estruturas societárias complexas.
Após ser citado durante a CPI, a defesa de Tanure reagiu. Segundo registro publicado pelo Metrópoles, a manifestação da assessoria destacou que Timerman acumula condenações judiciais e contestou as declarações feitas pelo gestor.
O caso segue cercado de repercussão política e econômica, à medida que avança a investigação sobre a atuação de personagens ligados ao Banco Master e a possível existência de estruturas paralelas de comando dentro da instituição. Com informações do Metrópoles.




















































