Estudantes da Universidade Federal da Bahia (UFBA) realizaram, na manhã desta última terça-feira (17), um protesto em frente à Superintendência de Administração Acadêmica (SUPAC), em Salvador, para cobrar respostas da gestão do reitor Paulo Miguez diante da crise gerada por falhas no sistema acadêmico SIGAA.
A mobilização ocorre em meio a uma série de problemas que, segundo os manifestantes, vêm comprometendo procedimentos fundamentais da vida universitária. Entre as principais reclamações estão a impossibilidade de efetuar matrícula em disciplinas, entraves na migração do Bacharelado Interdisciplinar (BI) para os Cursos de Progressão Linear (CPL) e a falta de acesso a informações relacionadas ao SISU.
Os estudantes também apontam ausência de informações sobre a segunda chamada do processo seletivo e denunciam a não liberação de dados necessários para o SalvadorCard, benefício que assegura meia-passagem estudantil.
Outro ponto de insatisfação é a postura atribuída ao reitor Paulo Miguez. De acordo com os manifestantes, não há diálogo com a comunidade acadêmica, nem medidas concretas para resolver os problemas. Na avaliação dos estudantes, a administração da universidade tem se mantido distante e de difícil acesso diante da crise.
O protesto reuniu alunos de diferentes cursos e perfis, incluindo calouros ainda sem matrícula e sem acesso ao Restaurante Universitário, veteranos que enfrentam atrasos acadêmicos e estudantes em processo de reingresso. Durante o ato, foram entoadas palavras de ordem com críticas à condução da implantação do novo sistema acadêmico e à falta de retorno por parte das pró-reitorias responsáveis.
Em nota oficial, o Diretório Central dos Estudantes (DCE), ao lado de diretórios e centros acadêmicos, denunciou as irregularidades e cobrou providências imediatas da administração universitária. A entidade defendeu ainda a adoção de um plano emergencial para regularizar as matrículas e garantir mais transparência nos procedimentos administrativos.
A crise, segundo os relatos, se arrasta há cerca de cinco meses. Nesse período, a então superintendente acadêmica da SUPAC, que coordenava a transição para o novo sistema acadêmico SIGAA em conjunto com a Superintendência de Tecnologia da Informação, foi exonerada em meio a fortes críticas da comunidade universitária. Depois disso, o reitor teria provocado o pedido de exoneração de oito coordenadores da SUPAC.
Com essas mudanças, os estudantes afirmam que o processo de transição do sistema ficou paralisado e que, até o momento, a equipe da atual gestão não conseguiu solucionar os problemas enfrentados.
Ainda conforme as críticas apresentadas, o sistema teria sido adquirido na gestão do ex-reitor João Carlos Salles, hoje novamente candidato à Reitoria com apoio de Paulo Miguez. Segundo os estudantes, nem a gestão anterior nem a atual ofereceram condições de trabalho adequadas aos setores de gestão acadêmica e de tecnologia da informação para a execução da transição necessária.
Diante do impasse, os manifestantes seguem cobrando um posicionamento do reitor e soluções para normalizar a vida acadêmica na universidade. Com informações de assessoria.




















































