Durante passagem pelo município de Jequié, na manhã desta sexta-feira (20), o ministro da Casa Civil, Rui Costa, e o senador Jaques Wagner, ambos do PT, fizeram críticas ao prefeito da cidade, Zé Cocá, que tem sido apontado como pré-candidato a vice-governador em uma eventual chapa liderada por ACM Neto.
Durante entrevista, os dois líderes políticos responderam a questionamentos sobre o prefeito e adotaram um tom crítico, com declarações direcionadas à postura do gestor municipal. Rui Costa classificou as atitudes de Zé Cocá como demonstração de ingratidão, enquanto Jaques Wagner acompanhou a linha de críticas.
As falas chamaram atenção também por ocorrerem em meio a um contexto recente de movimentações políticas dentro do próprio grupo governista. Foi citado o episódio envolvendo o senador Angelo Coronel, que, segundo o debate, teria sido retirado da chapa majoritária em função da proposta de formação de uma “chapa puro sangue”, composta exclusivamente por nomes do PT.
Em resposta às declarações, o prefeito Zé Cocá afirmou, em entrevista ao site Informe Baiano, ter sido surpreendido pelos ataques. Segundo ele, a relação com os representantes do governo sempre se manteve em nível institucional, sem discussões políticas diretas.
O gestor municipal rebateu ainda as críticas ao afirmar que, na avaliação dele, houve contradição por parte dos interlocutores, citando o caso de Angelo Coronel. Zé Cocá também destacou que, nos últimos dois anos, houve uma retomada do diálogo institucional com o governo do Estado, por meio de articulação do deputado Hassan, com o objetivo de viabilizar obras e ações para o município.
De acordo com o prefeito, reuniões e tratativas foram realizadas com foco no desenvolvimento de Jequié, colocando divergências ideológicas em segundo plano. Ele afirmou ainda que já declarou publicamente, em diferentes ocasiões, a disposição de caminhar politicamente com o governador Jerônimo Rodrigues, desde que as obras prometidas fossem executadas.
As declarações evidenciam o acirramento do cenário político na Bahia, especialmente em torno das articulações para as eleições estaduais e das relações entre lideranças locais e o governo. Com informações do site Tia Cândia.















































