O Hospital da Chapada, em Itaberaba, voltou a ser foco de mais uma denúncia de negligência, desta vez envolvendo até uma suposta agressão contra uma paciente de 69 anos, identificada como Maria da Paixão Santana Pereira. A idosa foi internada no dia 1º de abril após sofrer um AVC, mas familiares relatam agravamento rápido do quadro de saúde e procedimentos questionáveis durante a internação.
Segundo a filha da paciente, Maria Célia, a mãe teve os braços amarrados de forma apertada na UTI, deixando marcas visíveis e causando grande desconforto. “Minha mãe está com a mão enfaixada porque amararam apertado, e isso só piorou seu estado”, afirma a filha da idosa.
Ainda de acordo com a família, a idosa chegou a relatar que um dos médicos teria empurrado e dado um tapa em seu rosto, configurando uma suposta agressão física dentro da unidade. “Ela pediu para ir para casa e contou o que aconteceu, mostrando que estava assustada e incomodada com o tratamento”, conta Maria Célia.
Além das alegações de maus-tratos, os familiares destacam que houve piora significativa do quadro clínico da paciente. Segundo a equipe médica, parte do cérebro foi comprometida pelo AVC e os rins começaram a apresentar falhas, apesar de não haver histórico de problemas renais. Atualmente, Maria da Paixão depende de medicamentos para manter funções vitais e permanece internada na UTI.
A família questiona ainda a justificativa da equipe médica quanto a uma eventual transferência para outro hospital. Segundo os profissionais, a paciente receberia o mesmo suporte em qualquer unidade, mas os parentes buscam alternativas por temerem que a situação se agrave caso ela continue no Hospital da Chapada.
Outro caso de suspeita de negligência no Hospital da Chapada
Outro episódio de suspeita de irregularidades na unidade envolve o paciente Agnelo Ferreira Ramos, de 78 anos. Internado para a realização de um cateterismo, ele sofreu um AVC durante o procedimento e, segundo familiares, teve os braços amarrados. Posteriormente, um dos membros apresentou necrose, deixando a família em choque com a gravidade da situação.
De acordo com a equipe de saúde, Agnelo terá que passar por uma amputação, mas os familiares afirmam que não receberam explicações claras sobre o motivo do braço ter ficado completamente roxo e do agravamento do quadro clínico. A falta de informações aumenta a apreensão dos parentes e levanta questionamentos sobre os protocolos adotados durante a internação.
Jornal da Chapada
















































