O ex-ministro Geddel Vieira Lima reagiu às citações de seu nome em uma delação premiada e negou qualquer envolvimento com a fuga de 16 detentos do Conjunto Penal de Eunápolis, ocorrida em 2024. Em declaração ao portal Farol da Bahia, ele afirmou ter recebido a informação com “absoluta indignação”.
O depoimento em questão foi prestado por Joneuma Silva, ex-diretora da unidade prisional, e menciona uma suposta ligação do ex-deputado federal Uldurico Júnior com uma facção criminosa atuante na região. Geddel, por sua vez, declarou que seu nome teria sido utilizado de forma indevida para encobrir práticas ilícitas.
Segundo ele, a citação seria uma tentativa de atribuir prestígio político ao ex-parlamentar. O ex-ministro também disse esperar que a Justiça esclareça os fatos e responsabilize os envolvidos. Informações divulgadas pelo BNews apontam que Geddel teria sido mencionado em uma suposta cobrança de R$ 1 milhão relacionada à fuga dos detentos, o que foi negado por ele.
Em sua defesa, Geddel afirmou que mantinha uma relação cordial com Uldurico, baseada em diálogo político e convivência ao longo dos anos, destacando inclusive a ligação histórica da família do ex-deputado com a política no extremo sul da Bahia. No entanto, disse ter sido surpreendido pelas acusações recentes.
O ex-ministro também comentou que desconhecia qualquer envolvimento ilícito do ex-parlamentar e lamentou o que classificou como uma situação grave. Em relação à ex-diretora do presídio, Geddel afirmou não conhecê-la e negou qualquer contato anterior.
Uldurico Júnior foi preso na quinta-feira (16), durante operação policial que investiga a fuga no presídio de Eunápolis. Joneuma Silva é apontada como suspeita de ter facilitado a ação. As investigações também indicam a existência de um esquema de negociação de votos envolvendo detentos e familiares, com pagamentos de R$ 100 por voto. Com informações do Farol da Bahia.

