A trajetória de Clériton Sávio Santos Silva, conhecido artisticamente como Teto, de 24 anos, começou em Jacobina, na Chapada Diamantina, e ganhou alcance nacional a partir das redes sociais. Durante a pandemia, o rapper passou a divulgar suas músicas pela internet e conquistou uma audiência crescente mesmo sem realizar shows.
A exposição nas redes transformou gravações que ainda não haviam sido oficialmente lançadas em um fenômeno entre os fãs. As chamadas “prévias” começaram a circular em diferentes plataformas e ajudaram a colocar o nome do artista no radar do mercado musical.
O interesse pelo trabalho do jacobinense cresceu rapidamente e chegou às produtoras especializadas no gênero.
Influências desde a infância
Antes de se tornar conhecido no trap, Teto cresceu cercado por música. O contato começou dentro de casa, onde acompanhava o pai tocando e cantando. Pagode, axé e MPB fizeram parte de suas referências e ajudaram a formar o repertório musical do artista.
Aos 12 anos, ele começou a compor. O processo criativo permaneceu ligado ao ambiente doméstico e às ferramentas disponíveis para gravação.
A repercussão das músicas publicadas na internet acabou antecipando uma etapa que normalmente ocorre de maneira mais gradual na carreira de um artista. Quando o primeiro EP chegou ao público, algumas faixas já eram conhecidas pelos seguidores.
Primeiro projeto oficial
“Prévias.zip” marcou a estreia oficial de Teto e reuniu músicas que haviam despertado a atenção do público antes de serem disponibilizadas formalmente. Entre os trabalhos associados ao projeto estão “Paypal”, “Manha”, “Dia Azul” e “Fashion”.
Os videoclipes das quatro faixas ultrapassaram, juntos, 15 milhões de visualizações, segundo os dados apresentados no material sobre a trajetória do artista.
A partir da repercussão inicial, Teto passou a organizar os lançamentos de forma mais planejada. O rapper afirma ter mais de 100 músicas ainda inéditas e pretende manter parte desse material para projetos futuros.
A história do artista mostra como a internet modificou o caminho tradicional para novos nomes da música. De Jacobina, na Chapada Diamantina, Teto conseguiu transformar produções independentes em uma porta de entrada para o mercado nacional do trap.
Jornal da Chapada
























































