A primeira edição do Projeto ‘Pôr do Som’ movimentou o Riacho do Ouro, em Palmeiras, na região do Vale do Capão, no último sábado (8), com uma programação que reuniu música, cultura, gastronomia e troca de conhecimentos. Realizado na sede da Produtora Colaborativa da Chapada, o encontro foi pensado como uma alternativa para aproveitar o fim de tarde, reunindo moradores, visitantes e pessoas que retornavam das trilhas da cidade.
A proposta foi criar um ambiente de convivência capaz de aproximar diferentes públicos por meio de experiências culturais e momentos de interação. Localizado próximo à Vila do Vale do Capão e com acesso a importantes trilhas, o Riacho do Ouro ganhou uma programação que começou ainda durante a tarde e avançou pela noite, aproveitando o cenário natural do local e a atmosfera do inverno na Chapada Diamantina.
Conhecimento e cultura digital abriram a programação
A partir das 16h, o público participou de uma oficina sobre a Plataforma Colaborativa do Vale do Capão, apresentada por Henri Anestha e Sarah Radha, agentes Cultura Viva do Pontão de Cultura Digital e Mídia Livre da Produtora Cultural Colaborativa. A atividade mostrou como a plataforma está organizada, com espaços dedicados aos bairros, moradores, atrações naturais e equipamentos culturais do Vale do Capão. Os participantes puderam realizar cadastros e aprender, na prática, como utilizar a ferramenta para produzir e publicar conteúdos.
Quando o sol começou a baixar sobre o Morro Branco, a programação ganhou novos ritmos. A partir das 17h30, o DJ VirguLINUX comandou o Pôr do Som com uma seleção nordestina marcada pela mistura de referências da cultura pernambucana, incluindo alfaias da Nação Zumbi, coco de roda e forró de rabeca, combinados com elementos eletrônicos e diferentes batidas.
Na sequência, Leonardo Frodo assumiu o palco com um show solo dedicado ao reggae roots, levando o público a dançar ao redor da fogueira enquanto a noite tomava conta do céu. O repertório mesclou músicas autorais e clássicos do reggae, com participações espontâneas de outros artistas presentes, que também tiveram espaço para compartilhar suas próprias manifestações musicais e transformar a apresentação em uma experiência coletiva.
Novas experiências
A gastronomia também fez parte da proposta de integração. Em parceria com o Restaurante Amei, o evento ofereceu opções de alimentação para o público, incluindo caldo verde com carne e caldo de abóbora com gorgonzola, além de doces, sucos naturais e bebidas artesanais. A iniciativa ajudou a criar um ambiente de convivência em que música, comida e conversa se encontraram durante a noite.
Quem permaneceu até o encerramento ainda teve acesso a registros produzidos pela Produtora Colaborativa durante a participação na Aldeia da Paz, no Fórum Social Mundial de 2012, com imagens de Leonardo Frodo apresentando antigas canções.
A primeira edição do Pôr do Som terminou reunindo memória, produção cultural, música e participação comunitária em uma proposta que busca transformar o fim de tarde no Riacho do Ouro em um ponto de encontro para diferentes públicos.
Jornal da Chapada























































