O candidato a deputado federal Elmo Vaz avaliou que a sucessão estadual na Bahia entrou em uma nova etapa diante da evolução dos números de intenção de voto. Na avaliação dele, o crescimento de Jerônimo Rodrigues (PT) e a manutenção de ACM Neto (União Brasil) em patamar elevado apontam para uma disputa mais competitiva pelo Governo do Estado.
A pesquisa mais recente do Real Time Big Data, realizada nos dias 10 e 11 de março com 2 mil eleitores, mostrou ACM Neto com 44% das intenções de voto, contra 39% de Jerônimo. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
No levantamento anterior do mesmo instituto, divulgado em novembro de 2025, ACM Neto aparecia com 44%, enquanto Jerônimo registrava 35%. Em março, a diferença caiu de nove para cinco pontos percentuais.
Para Elmo Vaz, mais importante do que a distância registrada em cada levantamento é observar o comportamento dos números ao longo do tempo.
“Três pesquisas não permitem antecipar o resultado da eleição, mas apontam uma tendência que não pode ser ignorada. A campanha entrou em uma nova fase, marcada pelo equilíbrio e pelo crescimento de Jerônimo”, avaliou.
Estrutura política
Elmo também citou a estrutura política do grupo governista como um dos fatores que, segundo ele, poderão influenciar a disputa. Na avaliação do candidato, o apoio de prefeitos, vereadores e lideranças em diferentes regiões do estado pode ampliar a capacidade de mobilização da base aliada de Jerônimo durante a campanha.
Outro ponto mencionado é a composição política em torno do governador. Elmo destacou a presença de lideranças como o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o ex-governador e atual ministro Rui Costa (PT) e o senador Jaques Wagner (PT) no campo político governista.
Para o candidato, a presença dessas lideranças em diferentes regiões poderá contribuir para a mobilização eleitoral durante a campanha.
Influência da disputa
presidencial
Elmo também considera que a eleição para a Presidência da República poderá interferir na corrida pelo governo estadual. Segundo ele, a força eleitoral de Lula na Bahia pode favorecer a candidatura de Jerônimo, especialmente entre eleitores que associam as disputas nacional e estadual.
Apesar dos argumentos favoráveis ao grupo governista, Elmo reconheceu que o longo período de governos ligados ao mesmo grupo político pode representar um ponto de desgaste junto ao eleitorado. Ele citou os cerca de 20 anos de predominância do grupo no comando do Estado como um fator que poderá ser explorado durante a campanha.
Na avaliação do candidato, o debate sobre continuidade e renovação, porém, não estará restrito ao grupo governista. Ele citou também a influência política exercida pela oposição em Salvador e Feira de Santana, dois dos principais colégios eleitorais da Bahia.
Disputa em aberto
O levantamento mais recente mostra ACM Neto na liderança numérica, mas também registra uma redução da vantagem em relação ao governador quando comparado ao levantamento de novembro. Em março, Neto tinha 44%, contra 39% de Jerônimo.
No cenário de rejeição, os dois aparecem tecnicamente empatados: Jerônimo registra 43% e ACM Neto, 42%, dentro da margem de erro da pesquisa.
Para Elmo Vaz, os dados reforçam a necessidade de uma campanha disputada em diferentes regiões do estado.
“As pesquisas acendem um alerta para quem imaginava uma eleição definida. O cenário atual aponta equilíbrio, crescimento de Jerônimo e uma campanha que deverá ser decidida nos detalhes. Ainda é cedo para qualquer conclusão, mas cada ponto percentual, cada liderança e cada município poderão fazer a diferença até o dia da votação”, afirmou.






















































