A Câmara de Vereadores de Teixeira de Freitas desembolsou R$ 1.042.511,25 para a implantação de uma usina fotovoltaica com potência prevista de 199 kWp. No entanto, conta de energia da própria sede do Legislativo, referente ao período de 10 de janeiro a 7 de fevereiro de 2026, após implantação do empreendimento, ainda registra cobrança de R$ 3.479,05. As informações estão nos documentos apresentados por grupo de moradores do município do extremo sul da Bahia. Os dados apontam consumo de 2.467,18 kWh e não registra energia excedente no período.
“O contrato foi firmado com a empresa Guimarães Serra Energia Solar Ltda. e o aviso oficial de adesão à ata registra o valor de R$ 1.042.511,25 para o fornecimento, instalação, comissionamento e entrega técnica da ‘usina solar’. Mas a gente não sabe nem onde esse empreendimento está funcionando”, aponta trecho de nota dos moradores. O grupo sintetiza que quer saber apenas quanto a usina de R$ 1 milhão gera e quanto de consumo o prédio da Câmara consome.
São duas respostas simples e já apresentadas pelos moradores. “Segundo os documentos analisados, a Câmara realizou pagamentos para a empresa que somam o valor integral previsto para a contratação. Em 2025, foram pagos R$ 642.511,25. Já em janeiro de 2026, uma terceira medição chegou a R$ 400 mil. Após as retenções, o valor líquido transferido à empresa que implementou a usina foi de R$ 383.200”, exibem documentos apresentados pelos moradores.
O ponto que chama a atenção é que o recebimento definitivo da obra teria ocorrido em 20 de janeiro de 2026. A partir dessa data, os moradores passaram a ter questionamentos constantes: quanto a estrutura efetivamente produz e qual economia gerou aos cofres públicos?
“A existência de uma conta de energia após a instalação de um sistema solar, por si só, não significa que a usina esteja sem funcionar. Mesmo unidades com geração fotovoltaica podem continuar recebendo faturas da distribuidora, dependendo do consumo, da geração, da compensação e de outros componentes tarifários”, contrapõe o grupo.
Os dados que exigem esclarecimentos, portanto, são o resultado efetivo da geração de energia. Quanto a usina está produzindo e onde está instalada. E a fatura analisada registra 2.467,18 kWh de consumo e R$ 3.479,05 em cobrança. No documento, o campo referente à energia excedente aparece com 0 kWh. Até o momento, a Câmara Municipal não respondeu aos questionamentos.

























































