Crianças de 4 e 5 anos da Escola Municipal Vana Guiomar, em Morro do Chapéu, na Chapada Diamantina, estão participando de um projeto que utiliza o cultivo de alimentos como ferramenta de aprendizagem. Iniciada em julho deste ano, a iniciativa ‘Crescer e Nutrir: Horta Escolar e Refeitório Autônomo na Educação Infantil’ está em fase de implantação.
Neste primeiro momento, os estudantes participam de atividades de investigação sobre hortas, preparação do solo e identificação dos alimentos que podem ser cultivados. As crianças também visitam outros espaços com hortas para observar o funcionamento e acompanhar o desenvolvimento de verduras, hortaliças e raízes.
De acordo com a diretora da escola, Nayara Rocha Valois, e a coordenadora pedagógica, Darlete Rosalina de Jesus, o projeto teve início a partir da escuta das próprias crianças, que compartilharam o que já conheciam sobre o cultivo de alimentos.
A escola também trabalha na preparação do terreno e na aquisição de ferramentas adequadas para garantir a participação dos alunos com segurança durante as atividades.

Formação antecede o plantio
Antes do início do cultivo, professores da unidade passaram por momentos de formação com orientação de um agrônomo. Entre os assuntos abordados estão análise e preparação do solo, escolha de sementes, espaçamento entre as plantas, irrigação e aproveitamento de restos de alimentos para a produção de adubo.
A formação também será compartilhada com as famílias. Para este sábado (15), está prevista uma oficina na escola com o agrônomo, voltada à construção de hortas domésticas utilizando espaços e materiais acessíveis.
Refeitório autônomo
Outra etapa do projeto é a estruturação de um refeitório no modelo de autosserviço. A proposta é permitir que os estudantes tenham maior autonomia para escolher e servir a própria refeição.
A iniciativa também conta com a participação de nutricionistas, que orientam a equipe sobre aproveitamento dos alimentos, adaptação de receitas para torná-las mais atrativas às crianças e cuidados relacionados à manipulação e ao armazenamento.
Segundo a equipe pedagógica, a proposta é aproximar os estudantes dos alimentos desde o cultivo até o momento da refeição, estimulando escolhas, responsabilidade e independência.
Famílias acompanham atividades
A participação dos responsáveis começou desde o início do projeto. Segundo a escola, as famílias têm relatado o entusiasmo das crianças, que compartilham em casa as informações e descobertas feitas durante as atividades.
Para as gestoras da unidade, a experiência também contribui para o desenvolvimento da cooperação e da consciência ambiental.
“Esse projeto coloca as crianças como protagonistas do processo de ensino-aprendizagem, contribui na nutrição das crianças, possibilita a produção do próprio alimento, a autonomia em se servir e também as torna mais conscientes em relação ao cuidado com o meio ambiente”, avaliaram Nayara Rocha Valois e Darlete Rosalina de Jesus. Com informações do A Tarde.


























































