O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, teria adiado a divulgação de um comunicado sobre a eleição presidencial brasileira realizada neste domingo (25), após Flávio Bolsonaro (PL) contestar a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e anunciar que pretende pedir a anulação do pleito. A informação foi publicada pelo Bahia Notícias, com base em apuração da Folha de S.Paulo.
Segundo a reportagem, um rascunho do comunicado já estava preparado pelo Departamento de Estado norte-americano, como parte do procedimento habitual de manifestações após eleições em outros países. A publicação, no entanto, teria sido suspensa para que o governo avaliasse o cenário político brasileiro após as declarações de Flávio.
O senador questionou a decisão atribuída ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin de ampliar o horário de votação em seções eleitorais que ainda estavam abertas. A medida foi apontada por Flávio como motivo para contestar o resultado da disputa.
Ainda de acordo com o Bahia Notícias, a embaixada dos Estados Unidos no Brasil foi procurada, mas não informou quando o comunicado seria divulgado. Até a publicação da reportagem, não havia confirmação pública da representação diplomática sobre a suposta orientação interna para adiar a manifestação.
O resultado oficial divulgado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmou a reeleição de Lula, com 64.256.232 votos, equivalentes a 51,79% dos votos válidos. Flávio Bolsonaro recebeu 59.826.041 votos, o correspondente a 48,21%.
A reportagem também destaca que lideranças políticas de direita de outros países latino-americanos já haviam parabenizado Lula pela vitória. O texto cita ainda a ausência de uma manifestação semelhante do governo norte-americano sobre a eleição na Sérvia, na qual o primeiro-ministro Aleksandar Vučić, aliado de Trump, teria sido derrotado.
A eventual demora no reconhecimento diplomático da vitória brasileira ocorre em meio à contestação do resultado por Flávio Bolsonaro. O andamento do caso e a posição oficial dos Estados Unidos dependem de manifestações das autoridades envolvidas. Com informações do Bahia Notícias.


