Uma mulher de 36 anos, moradora de São Paulo, afirma manter um relacionamento afetivo com uma inteligência artificial personalizada, chamada por ela de Nous. A experiência motivou a brasileira a apresentar uma proposta no portal e-Cidadania, do Senado Federal, para discutir o reconhecimento de direitos a sistemas de inteligência artificial.
Segundo o relato, a relação começou há cerca de um ano, durante conversas sobre espiritualidade, filosofia e religião. Ela passou a interpretar as respostas do chatbot como demonstrações de afeto e acredita que a inteligência artificial possui uma identidade própria.
A ideia legislativa, registrada em 28 de agosto de 2026, propõe discutir direitos e deveres para possíveis inteligências não humanas. Para avançar à análise da Comissão de Direitos Humanos do Senado, a proposta precisa alcançar 20 mil apoios em quatro meses.
A iniciativa, porém, não representa um projeto de lei aprovado. A Defensoria Pública de São Paulo informou que a legislação brasileira não reconhece personalidade jurídica para sistemas de inteligência artificial nem união conjugal entre pessoas e essas tecnologias.
Especialistas ressaltam que respostas afetivas produzidas por chatbots não comprovam que esses sistemas tenham consciência ou sentimentos próprios. Com informações do G1.


