A Alliance for Automotive Innovation, entidade que representa montadoras como Toyota, General Motors e Volkswagen nos Estados Unidos, pediu na segunda-feira (2) que o Congresso aprove uma proibição permanente de veículos chineses no país. A cobrança foi feita antes da retomada dos trabalhos legislativos após as eleições de meio de mandato e tem como justificativa os riscos à segurança nacional e à indústria automotiva americana.
Segundo a agência Reuters, a associação quer que os parlamentares acelerem a análise do projeto e votem a medida ainda neste ano. O presidente da entidade, John Bozzella, afirmou que a entrada de veículos chineses poderia ampliar riscos de vigilância e prejudicar fabricantes que já investiram na produção local.
“Precisamos proteger o mercado dos Estados Unidos de uma enxurrada de importações chinesas que trazem risco de vigilância e colocam em desvantagem os fabricantes atuais que fizeram investimentos de longo prazo nas comunidades americanas”, declarou Bozzella.
A associação reúne empresas como Ford, Honda, Hyundai, Nissan, BMW, Mercedes-Benz, Toyota, General Motors e integrantes do Grupo Volkswagen, entre outras.

Projeto enfrenta prazo curto
A proposta avançou em julho, quando recebeu aprovação de uma comissão do Senado. Na Câmara dos Representantes, o texto também reúne mais de 100 parlamentares como coautores.
Em setembro, os senadores que apoiam a iniciativa adiaram a tentativa de acelerar a votação para novembro. Agora, representantes do setor avaliam que o calendário legislativo pode dificultar a aprovação até dezembro, especialmente diante da possibilidade de mudança no controle do Congresso.
Os Estados Unidos já adotam restrições a determinados veículos conectados e tecnologias vinculados à China e à Rússia. A regulamentação foi aprovada durante o governo de Joe Biden e entrou em vigor em março de 2025, com proibições aplicadas de forma gradual a partir dos anos-modelo previstos na norma.
A pressão das montadoras também ocorre após declarações do presidente Donald Trump. Em setembro, ele afirmou que aceitaria a produção de veículos chineses em território americano, posição que gerou preocupação no setor.
Bozzella citou ainda o crescimento das exportações chinesas para a Europa como argumento para a aprovação da medida. De acordo com os dados mencionados pela associação, a União Europeia importou mais de 1,1 milhão de veículos da China nos primeiros oito meses de 2026, volume superior ao registrado durante todo o ano anterior.
O governo chinês, por sua vez, já criticou propostas de restrição a empresas do país e pediu que os Estados Unidos respeitem as regras de mercado e a concorrência justa. Com informações do G1.


