O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta quinta-feira (5) que o Irã não irá fazer “nada” em seu programa nuclear sem a aprovação dos EUA e voltou a ameaçar o regime iraniano.
“Eu preferiria não destruir o resto do país, se possível, mas talvez eu tenha que fazê-lo. Vocês saberão em breve”, afirmou a jornalistas no Salão Oval, na Casa Branca.
Trump havia sido questionado sobre propostas feitas ao Irã por mediadores a respeito do futuro do programa nuclear iraniano.
Trump havia culpado a guerra por ‘onda azul’
Na quarta-feira (4), o presidente dos EUA havia afirmado que a guerra contra o Irã contribuiu para a derrota do Partido Republicano nas midterms – as eleições de meio de mandato.
O partido do presidente perdeu a maioria na Câmara e no Senado, em um movimento chamado pela imprensa americana de “onda azul”, em referência à cor do Partido Democrata.
Na ocasião, Trump foi questionado se o ataque valeu a pena. Ele respondeu que sim: “Bem, não há escolha… Tem que ser feito. Não se pode deixar o Irã ter uma arma nuclear, ou tudo o que vocês veem aqui pode, um dia, deixar de existir”.
Guerra no Irã aumentou custo de vida
A guerra contra o Irã, iniciada por EUA e Israel em 28 de fevereiro, provocou uma disparada nos preços dos combustíveis, nas passagens aéreas e na inflação geral. Estimativas apontam que a guerra custou o equivalente a até US$ 100 bilhões (cerca de R$ 508 bilhões) aos cofres americanos, segundo fontes do Pentágono.
Uma pesquisa da Reuters/Ipsos na véspera das midterms mostrou que cerca de 48% dos eleitores americanos apontaram o custo de vida como a principal questão na hora de votar nas eleições de meio de mandato.
Além disso, apenas 25% dos eleitores consideram que a ação militar valeu o custo, enquanto 55% dizem que não valeu. Outros 18% não tinham certeza.
Trump argumentou que a guerra era necessária para impedir que o Irã desenvolvesse armas nucleares e, após os ataques, chegou a afirmar que o conflito acabaria rapidamente. Após meses de declarações contraditórias e de um acordo de cessar-fogo fracassado, a guerra continua, mas em menor intensidade. Jornal da Chapada com informações do portal G1.

