2 de Julho: Valmir destaca presença de negros na Independência da Bahia e convoca militância

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O deputado federal Valmir Assunção quer movimentos sociais nas ruas no 2 de Julho | FOTO: Vitor Fernandes |

A participação dos negros na luta pela Independência da Bahia é incontestável. A afirmação é do deputado federal Valmir Assunção, que convoca os Trabalhadores Sem Terra (MST) e diferentes movimentos sociais para acompanharem a celebração o 2 de Julho em Salvador, durante ato cívico no bairro da Lapinha, nesta quarta-feira (2). Para o parlamentar, a presença dos negros nas decisões políticas é fundamental para reaver direitos que foram historicamente negados à população negra. “A Bahia, por exemplo, é o primeiro estado a reconhecer essa história e conseguiu com muito debate sancionar o Estatuto da Igualdade Racial – primeira lei deste tipo no país”, aponta o petista autor do projeto que gerou o estatuto.

Valmir também lembra que os combates do 2 de Julho levam a um sentimento de unidade e revelam a identidade racial e cultural brasileira. “Nesse processo, a participação de brancos, pardos, indígenas, caboclos e negros deixa evidente de que o Brasil buscava mudanças em sua cultura e almejava a democracia. Os portugueses escravocratas, e outros europeus, foram expulsos da capital baiana. Essa foi uma demonstração de força de diferentes raças para o processo histórico de formação do nosso estado”, frisa.

Militantes de movimentos sociais ligados às propostas da juventude, de mulheres, de luta pela terra e dos direitos LGBTs estarão mais uma vez nas ruas cobrando novas políticas públicas e a continuação das existentes para avançar na busca por igualdades social, racial e de gênero. Ainda de acordo com Valmir, o processo envolvendo a retomada de valores e dos diretos negados à população negra e a outras camadas da sociedade é contínuo. “É uma luta que não deve ser interrompida e que deve manter a presença de todos esses movimentos como acontece nos atos cívicos da Independência do Brasil [7 de Setembro], em atos públicos e, na data magna da Bahia, não pode ser de outra forma. O 2 de Julho é, antes de tudo, um marco político”, completa o petista.

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