Bahia: Estiagem faz 129 cidades decretarem estado de emergência, diz Defesa Civil

Postado em ago 26 2014 - 4:29pm por Jornal da Chapada
seca

A devastação da mata ciliar também contribuiu para esse assoreamento. Já são mais de 150 dias sem chuva na região | FOTO: Reprodução |

Cerca de 30% dos municípios baianos estão em situação de emergência por causa da estiagem. No total, 129 cidades da Bahia sofrem com essa realidade, segundo informações da Defesa Civil. O município de Barra, que fica na região oeste do estado, é um dos mais afetados pela estiagem. Em alguns locais da cidade, não chove há cinco meses. A última chuva significativa foi em março deste ano e, por conta disso, alguns pontos do Rio São Francisco e do Rio Grande, que banham a cidade, secaram.

A devastação da mata ciliar também contribuiu para esse assoreamento. Já são mais de 150 dias sem chuva na região. Pontos de rios e riachos secaram e a população sofre bastante com a estiagem. “Nós temos uma área de brejos, que é banhada por riachos, e esses riachos, uma boa parte já secou. Isso ocorreu pela escassez de água e também pelo desmatamento das cabeceiras”, disse Paulo Murilo, coordenador municipal da Defesa Civil.

Nas regiões mais afastadas dos rios, as famílias que tiram o sustento da terra vivem o drama da seca. Um agricultor da cidade insiste em preparar a terra para o plantio, mas as lavouras não sobrevivem à falta de chuva. Apesar de ter uma cisterna, o produtor rural sofre com a estiagem. Outras famílias da região passam dificuldades até mesmo para comer.

Segundo a Defesa Civil de Barra, muitas tentativas de amenizar os efeitos da seca não deram certo. “Poços perfurados com a profundidade de 150 metros muitas vezes não têm água. E muitas vezes até consegue a água, mas sem qualidade”, afirma Paulo Murilo.

De acordo com a Defesa Civil, quando uma cidade decreta situação de emergência, o município pode receber verba pública para contratar carros-pipa, por exemplo, e pagar seguro-safra e bolsa estiagem aos produtores que tiveram perdas na lavoura. Além disso, as cidades não precisam fazer licitação em obras para perfuração de poços. Extraído do G1.

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