Pai confessa ter matado mãe do menino Bernardo, diz advogado

Postado em ago 29 2014 - 4:46pm por Jornal da Chapada
bernardo

Em um dos áudios, a madrasta ofende a mãe de Bernardo e deixa o garoto transtornado | FOTO: Reprodução |

O caso da morte da mãe do menino Bernardo Boldrini pode ter uma reviravolta. A avó materna da criança, Jussara Uglione, pediu a reabertura das investigações do suicídio da filha, Odilaine, em 2010. Segundo ela, o pai do menino, Leandro Boldrini, deu um indício que teria matado a ex-mulher em uma das gravações descobertas e divulgadas pelo Instituto Geral de Perícias (IGP). A mulher decidiu pedir uma nova investigação, após a divulgação de um vídeo em que Bernardo, Leandro e a madrasta da criança, Graciele Ugolini, aparecem brigando.

“Me chamou a atenção que há uma confissão da morte da mãe do Bernardo. Em dado momento é dito para o menino ‘Tu vai ter mesmo fim que a tua mãe’. Ora, Bernardo foi vítima de homicídio, logo a mãe dele também foi vítima de homicídio. E esta frase, ela se torna reveladora ao passo que é uma confissão que a Odilaine foi morta por alguém. Nos faz crer que realmente não ocorreu suicídio e que Odilaine foi vítima de homicídio”, disse Marlon Taborda, advogado da avó materna do menino.

Bernardo foi encontrado morto em uma cova em Frederico Westphalen, Região Noroeste do Rio Grande do Sul, em abril deste ano. Ao todo, quatro pessoas estão presas suspeitas do crime, dentre elas o pai e a madrasta da criança. Já Odilaine morreu em 2010, após cometer suicídio, segundo conclusão da polícia. Em um dos áudios, a madrasta ofende a mãe de Bernardo e deixa o garoto transtornado. Extraído do site Correio 24h.

Confira uma parte da conversa:

Leandro: Ah, Bernardo, eu fico com pena de ti… Com pena de ti, cara. Tua mãe te botou no mato. Deus o livre. Te abandonou…

Bernardo: E tu traiu ela!
Leandro: Como é que ele tem isso na cabeça?
Graciele: É… Ela que andava com tudo que é homem aí, ó! Ela que era vagabunda, Bernardo!
Bernardo: Não era! Minha mãe não é vagabunda!
Graciele: Então vai perguntar para as pessoas da cidade o que tua mãe fazia! Pergunta!
Bernardo: Minha mãe não era vagabunda…
Graciele: Então pergunta para as pessoas o que tua mãe fazia com teu pai.
Leandro: Eu sei que tua mãe é o máximo para ti, mas simplesmente ela te abandonou.
Bernardo: Não, ela não me abandonou. Foi culpa tua, sim!
Graciele: Ela que pensou em matar teu pai.
Bernardo: Porque ele estava incomodando ela.
Leandro: Ela foi lá na vila com o cara, comprou uma 38 para ir ao consultório com duas balas. O que ia acontecer comigo?
Bernardo: Tinha que ter matado mesmo!
Leandro: E o que ia sobrar de ti?
Bernardo: Tinha que ter te matado!
Leandro: Mas o que eu tenho que ver, cara?
Bernardo: Tem de morrer!
Leandro: Tenho de pegar com minha vida por causa de gente à toa?
Bernardo: Sim!
Leandro: De gente que não presta?
Bernardo: Tomara que tu morra! E essa coisa [Graciele] que morra junto!
Graciele: Tu vai ir antes. Doente que tu está desse jeito…
Graciele: Igual a tua mãe. Teu fim vai ser igual o da tua mãe.
Bernardo: Não!
Graciele: Então tá…
Leandro: Eu salvo uns quatro ou cinco todo dia, tiro as pessoas de dentro do caixão.
(…)
Leandro: E esse remédio aqui?
Bernardo: Tu vai me matar…
Leandro: Quantos quilos tu tem?
Bernardo: Não sei. (inaudível)
Graciele: Dá sessenta gotas…
Bernardo: Eu vou me matar… Eu vou… Eu vou me matar.
Graciele: Dá uma faca, Leandro!
(minutos depois)
Bernardo: Eu quero me matar…
Graciele: Trouxa, retardado… Esse guri é louco, um retardado…

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