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Vitória de Dilma começa a traçar caminhos para próximas eleições

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Dilma, Wagner e Rui Costa em campanha nas ruas de Feira de Santana | FOTO: Peter Shilton |

Com o fim da eleição presidenciável e a vitória apertada de Dilma Rousseff (PT), começam a se desenhar novos caminhos e trajetos para a política baiana, seja na capital, seja no interior ou na conjuntura da esfera que gira em torno do Palácio de Ondina. De um lado há Jaques Wagner (PT) e Rui Costa (PT) como os grandes vitoriosos do segundo turno no estado. Do outro, o prefeito ACM Neto (DEM), principal articulador da campanha tucana e acumulador de duas derrocadas seguidas no mesmo mês. Se por um lado o caminho do PT agora se alarga para a corrida de sucessão ao Palácio Thomé de Souza, cujo adversário certo é o democrata que tentará reeleição, por outro, Rui já retira a névoa da incerteza dos próximos quatro anos. Uma derrocada da presidenciável atrapalharia seus planos para desenvolvimento de projetos dados como importantes e uma fragilidade no fôlego da próxima corrida ao maior posto da política baiana.

No fim das contas, os números ficaram da seguinte forma: dos 61,44% dos votos, Dilma saltou para 70,19% e Aécio, de 18,27%, para 29,84%. Uma abstenção de 24,81% e tida como normal nas comparações dos turnos. Em Salvador, Dilma também apresentou vantagem e obteve 67,28% dos votos. Em Feira de Santana, que conta com 397.595 mil eleitores, não foi diferente. A petista disparou e teve 66,83% dos votos. Os redutos democratas não conseguiram emplacar o tucano, que deixou fragilizada a moral dos seus cabos eleitorais para as disputas que surgirão.

Segundo o site Política Livre, o candidato derrotado Aécio Neves (PSDB) só teve a maioria dos votos em cinco municípios do estado: Luis Eduardo Magalhães, com 54,68%; Vitória da Conquista, com 50,59%, Itapetinga, com 54,14%; Eunapólis, com 51,95%; e Buerarema com 69,20%. Ou seja, um acréscimo de quatro em comparação com o primeiro turno. Do mesmo jeito, o conjunto, hoje, favorece fortemente o PT, igual ou maior do que em períodos anteriores da história.

Desafios – De binóculos, peças-chave da política soteropolitana enxergam os desafios que surgirão a partir de 2015. ACM Neto (DEM), que teria seu nome turbinado ainda mais numa eventual vitória de Aécio, agora terá que arcar com mais de dois anos de governos opositores e que não depositarão um tostão a mais do que o exigido pela legislação. Sua arrecadação este ano não foi das melhores e a perspectiva de finanças do município para o próximo ano não está em um oceano azul.

Certa feita, questionado pelo jornal Tribuna da Bahia de como ficaria a relação, na derrota do tucano, entre dois governos opositores, o democrata largou um “continua como está”. Ou seja, não há perspectiva de crescimento e sim de continuidade da formação. Se os caminhos petistas se alargam, os de Neto se afinam. Sem apoio federal, com o qual contava, marchará com seu poder único e tentará matar os leões que estão de olho, primeiro, na sua cadeira de prefeito e, segundo, na sua expectativa de candidatura a governador do estado em 2018.

Mal o assunto esfriou e o PT, através de Wagner e Rui – possuidores do prestígio junto à diretoria nacional – já pensa na sucessão local, sonda nomes e comemora mais do que nunca o resultado vindo das urnas no domingo (26). Dilma não mostrou vantagem, mas venceu. O nome foi referendado, assim como o de Rui Costa. O certo é que tudo pode mudar com o desenrolar dos próximos anos. Qualquer passo mal dado pode fazer valer muito no saldo político. Extraído da Tribuna da Bahia.

Jornal da Chapada

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