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Chapada: Planta que deu origem ao papiro do Egito é abundante no Pantanal do Marimbus

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Papiro também purifica as águas e alimenta animais na região de Marimbus, o pantanal nordestino, patrimônio da Chapada Diamantina | FOTO: Rede Globo |

O Pantanal do Marimbus, localizado no município de Andaraí, na Chapada Diamantina, é outro ambiente natural da região que abriga segredos e uma série de surpreendentes casos. Essa é a temática da segunda matéria da série de reportagens que foi ao ar na última sexta-feira (3), no programa Globo Repórter, da Rede Globo. É por causa do Marimbus, que a seca nesta parte da Bahia não é tão rigorosa. “Ele ajuda a regular o clima da região. Estas áreas de floresta elas são beneficiadas pela umidade que sai daqui”, diz o biólogo Cézar Gonçalves na reportagem. Marimbus é uma palavra indígena que significa áreas alagadas. Mas a região representa, na verdade, o pantanal da Bahia. Ela funciona como uma caixa d’água inesgotável.

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E é das lagoas do pantanal que sai a comida que alimenta muitas famílias. Os pescadores nunca se queixam da quantidade de peixe. No dia da reportagem, eles pescaram o apanhari, peixe da Amazônia trazido para o nordeste pelas mãos do homem. Gosta muito de água parada, por isso se deu bem no pantanal da Chapada. Não é de hoje que aquelas águas multiplicam os peixes, as plantas. A planta que deu origem ao papiro no Egito brotou em abundância no Marimbus.

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Biólogo explica que a planta que deu origem ao papiro no Egito brotou em abundância no Marimbus | FOTO: Rede Globo |

É o mesmo papiro encontrado no rio Nilo, de acordo com a reportagem. Se precisasse fazer papel dele, daria também. Segundo o biólogo Gonçalves “basta cortar os talos e secá-los, depois picá-los e processá-los. Dá para fazer”. Mas no pantanal, o papiro tem outro papel fundamental. “As raízes dele ajudam a fixar o solo pra que não haja erosão, e ajudam também a purificar a água”, explica o biólogo. Mais do que isso: a raiz do papiro é fibrosa, parecida com o palmito, e serve de comida para os peixes e capivaras.

Poucas pessoas conhecem o pantanal como Dona Valdelice. Ela nasceu na região e mora há quase meio século no casarão que a família herdou de um Coronel do diamante. “Há 49 anos. Eu sou muito feliz aqui, muito e muito. Muito feliz mesmo”, afirma Dona Valdelice. A natureza é tão exuberante que Dona Valdelice e os outros nativos que vivem no entorno nunca pensam em ficar longe do pântano. “Os animais que estão aqui. Eles são mais típicos do pantanal mato-grossense”, conta o biólogo Cézar Gonçalves.

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Os animais são mais típicos do pantanal mato-grossense | FOTO: Rede Globo |

Pantanal é uma espécie de joia para o sertão. O pantanal mato-grossense é o berçário e o reino da fauna que todo mundo conhece, mas este outro pantanal é quase secreto, escondido bem na Chapada Diamantina. Chega a parecer miragem, mas é um sonho real – um oásis no sertão. “É uma área onde você tem uma diversidade de animais e de plantas que não existem em outras regiões próximas. Ele é um encrave de um ambiente úmido no meio de uma área seca”, explica o biólogo Cézar Gonçalves.

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São 32 famílias, cerca de 80 pessoas morando ao redor do pantanal | FOTO: Rede Globo |

Ednilson, conhecido como “Nil”, é o guia mais experiente do Marimbus. Sabe todos os segredos deste paraíso. “Este aqui é o lugar mais rico que nós temos”, diz Edilson. Por fazer parte do Parque da Chapada Diamantina, o Marimbus é também patrimônio ecológico. São 32 famílias, cerca de 80 pessoas morando no parque. As que vão ser consideradas tradicionais, elas vão ter seus direitos reconhecidos. Seu Zézé conta que pesca no local desde criança. Hoje ele tem 62 anos. Conhece os caminhos e os atalhos do Marimbus – e se orgulha da relação de intimidade que tem com o pantanal do sertão. Quantas surpresas e quantos segredos da natureza estão guardados no pantanal da Chapada? Tudo é uma surpresa no pantanal. E o espetáculo das borboletas surpreende a equipe do Globo Repórter. Todas ficam no cascalho úmido para se refrescar no calor.

Confira matéria em vídeo aqui no site do Globo Repórter…

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