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Epidemia na Chapada Diamantina fez cemitério ser erguido em montanha; conheça mais pontos turísticos

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Globo Repórter visitou também o cemitério bizantino criado nos tempos de garimpo após epidemia de cólera em Mucugê, quando um decreto proibiu enterros nas igrejas | FOTO: Rede Globo |

Contos, casos e história. O programa Globo Repórter da última sexta-feira (3), também contou o porquê da construção do cemitério do município de Mucugê, conhecido por ser um dos pontos turísticos da Chapada Diamantina. Na matéria do jornalista José Raimundo, foi lembrado os bons tempos dos garimpos, quando o dinheiro sobrava no bolso dos barões do diamante. Sobrava tanto que eles deixaram registros para as futuras gerações da vida abastarda que levaram na Chapada. Alguns contrataram arquitetos do exterior para projetar seus túmulos no cemitério. A história deste cemitério começa com uma epidemia.

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A arquiteta Nélia Paixão | FOTO: Reprodução/Rede Globo |

“Por volta de 1855, houve uma epidemia de cólera em Mucugê! E morreram muitas pessoas. Por causa de um decreto, o Brasil era um império não poderia mais enterrar pessoas nas igrejas, como era comum e aí eles escolheram um espaço para construir este cemitério”, conta a arquiteta Nélia Paixão. Embaixo da montanha e de frente para a cidade. Com a proibição do sepultamento nas igrejas, os túmulos foram erguidos com muito capricho, como pequenas imitações dos templos católicos. Ao logo dos anos o cemitério foi preservado como uma obra de arte das mais importantes. É um dos patrimônios históricos da Chapada.

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O poço tem o encantamento de uma caverna inundada | FOTO: Reprodução/Rede Globo |

Poço Encantado
A equipe do Globo Repórter foi até outro belo cartão postal da Chapada Diamantina, o Poço Encantado, que fica no município de Itaetê. Os repórteres desceram um despenhadeiro cercado de rochas. A caverna é pequena – das menores da Chapada. Em compensação, tem um poço que chega a ser chocante de tão bonito que é. O poço tem o encantamento de uma caverna inundada, mas durante cinco meses do ano, o sol produz na água o cenário de um belo cartão postal. “Ver este azul, saber que não é da água e que quando a incidência da luz chega aqui. Deixa a gente pequeno! Deixa a gente emocionado”, diz a psicóloga Carolina Couto. Miguel, que é guia, também é um dos responsáveis por cuidar da caverna. Aos turistas ele explica como ocorre o fenômeno e avisa: ninguém pode entrar no poço.

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Em 2005, 45 esqueletos de animais pré-históricos foram retirados do Poço Azul | FOTO: Reprodução |

Poço Azul
Vinte quilômetros adiante, já no município de Nova Redenção, em outra caverna, o banho é permitido no Poço Azul. O povo da região costuma dizer que ele é o Caribe da Chapada. “Nós somos do Recife é a minha trigésima terceira vez que estou aqui. É como se fosse a primeira vez”, conta o professor Denis Andrade. Há milhares de anos, quando a Chapada era o paraíso da fauna pré-histórica, o Poço Azul muitas vezes foi uma fonte para os animais que buscavam água para matar a sede. Em 2005, 45 esqueletos de animais pré-históricos foram retirados daquelas águas por uma equipe de paleontólogos e mergulhadores, o maior deles estava a 21 metros de profundidade, era o esqueleto de uma preguiça gigante.

Confira matéria em vídeo com mais detalhes aqui…

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