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Dois caixas eletrônicos são explodidos a cada cinco dias na Bahia

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Em 2015, o estado já sofreu 84 ataques a instituições bancárias | FOTO: Reprodução/Site Binho Locutor |

Dois caixas eletrônicos são explodidos a cada cinco dias na Bahia. O alto número deste ano tem feito com que muitos empresários ou comerciantes desistam de ter os equipamentos nas lojas ou postos de combustíveis. Só na terça-feira (6), por exemplo, caixas eletrônicos de uma loja de variedades na Avenida Bonocô, na capital baiana, e um na cidade de Irará, foram atacados. No lugar onde ficava um caixa eletrônico em uma padaria no bairro Matatu de Brotas, na capital, agora estão freezers com sorvetes. O gerente afirma que o medo de assaltos motivou a retirada dos terminais. “Caixas sendo explodidos, as pessoas estavam tendo medo, principalmente senhores e senhoras. Hoje, temos os nossos clientes de volta, cada vez mais”, diz Carlos Fróes.

No bairro do Engenho Velho da Federação, o dono de um mercadinho manteve o caixa, mas optou por construir uma espécie de “casinha” para proteger e evitar prejuízos. “Eu já teria tirado há muito tempo. Se chegaram e colocarem uma dinamite aí, esse mercado vai ao chão”, disse o vigilante do local, Agnaldo Oliveira. Em uma das lojas de conveniências da cidade, localizada na Avenida ACM, também na capital, o proprietário recusou um novo equipamento após estouro do caixa eletrônico que existia no local. Em 2015, já são 84 assaltos a bancos, sendo 18 em Salvador e 66 no interior. De acordo com o Sindicato dos Bancários da Bahia, em 66% dos casos, há explosão de caixas eletrônicos.

“É uma instituição privada. Inicialmente, há uma segurança promovida pelo dono do estabelecimento. A gente, quando é acionado, desloca imediatamente. Mas, na maioria das vezes, o fato já aconteceu e os perpetradores já não se encontram mais”, explicou o Capitão Bruno Ramos, porta-voz da Polícia Militar. Em nota, a Federação Brasileira dos Bancos lamentou a redução no número de caixas eletrônicos, o que dificulta a vida da população e também prejudica os bancos, já que precisam reformar o local das explosões e repor todos os equipamentos danificados.

A Federação disse, ainda, que os bancos fazem investimentos em segurança como instalação de cofres com dispositivo de tempo e circuitos fechados de televisão. Informa que reduziram o volume de dinheiro disponível nas agências para incentivar a população a usar os meios eletrônicos para fazer operações bancárias. A Febraban informou que faz reuniões com órgãos das polícias Civil, Militar e Federal e do Exército para a identificação e prisão dos arrombadores. Extraído do Portal G1-BA.

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