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Chapada: Comunidade Quilombola do Remanso protesta e pede ação da prefeitura de Lençóis

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Quilombolas querem infraestrutura de escola e recursos para atividades educacionais | FOTO: Divulgação/Facebook |

Nesta quinta-feira (14), a comunidade Quilombola do Remanso, localizada no município de Lençóis, na Chapada Diamantina, realizou um protesto e emitiu uma carta reivindicatória com os pontos que considera fundamentais para o convívio social. Os manifestantes culpam a atual gestão de ingerência e de abandonar o setor de educação. “Trata-se de reivindicações pelo descaso que a prefeitura tem tratado o local, assim como toda a cidade de Lençóis. Lençóis é um destino indutor do turismo do Brasil e tem sido massacrada pela ingerência da gestora Moema Rebouças Maciel e sua vice Sibélia Viana”, declara uma moradora, que participou do protesto.

Na carta enviada ao Jornal da Chapada, os estudantes, pais e equipe de professores apontam para as condições degradantes das escolas e de outros fatores que interferem na educação. “A nossa principal reivindicação se refere à infraestrutura escolar. Uma reforma na escola é promessa política que se arrasta desde meados de junho do ano de 2013. A forma como foram feitas as divisões das salas prejudica as aulas, pois as atividades de uma sala interferem nas outras”, aponta trecho da carta.

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| FOTO: Divulgação/Facebook |

Os manifestantes também apontam para falta de recursos para atividades educacionais. Eles citam a verba do Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE), mais especificamente o Programa Mais Educação, braço do PDDE, que tem como função promover a educação integral. Com os valores foram adquiridos materiais para implementação de oficinas, porém estas não estão acontecendo devido à falta de espaço físico adequado. “Diante dessa situação, foi feito um acordo com o secretário de administração, Emmanuel Calmon Maciel, no qual ele garantiu a reforma e ampliação da escola nas férias de 2014 para 2015, inclusive o arquiteto da prefeitura fez um projeto para solucionar tais problemas e atender nossas necessidades. O que não aconteceu”, completam, em carta, os moradores do Quilombo do Remanso.

Ainda conforme relato dos quilombolas, após as férias, “um grupo de professores foi à prefeitura cobrar tal acordo e novamente foi prometido que depois das reformas de duas escolas, José Sena e Horácio de Matos, seria a vez da reforma e ampliação da escola da comunidade de Remanso. As reformas de tais escolas já foram concluídas e nós continuamos esperando”. A carta foi finalizada com um desabafo: “Estamos cansados de ouvir promessas políticas e de sermos desrespeitados enquanto comunidade tradicional. Precisamos de soluções concretas para que os profissionais da educação possam desenvolver um trabalho com mais qualidade”.

Confira vídeo do protesto:

Confira mais imagens do protesto:

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