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“PT cometeu erros que precisam ser corrigidos”, diz presidente do partido na Bahia

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Everaldo Anunciação é presidente do PT na Bahia | FOTO: Jornal da Chapada |

O presidente estadual do PT, Everaldo Anunciação, em entrevista exclusiva à Tribuna da Bahia, fala de pontos polêmicos, a exemplo da crise econômica que, consequentemente, respinga no governo Dilma e no PT. Ele admite que o PT cometeu erros que precisam ser corrigidos, que o país vive um momento de arrocho financeiro, porém atribui boa parte dos ataques à grande mídia e à oposição, e complementa que o grupo contrário “ainda não entendeu que as eleições acabaram e não existe o terceiro turno”. Mais além, ao comentar sobre a corrupção na Petrobras, elogiou as investigações, mas destaca que em alguns momentos isso ganha um tom de sensacionalismo.

Conforme o dirigente, o PT, embora com o menor número de parlamentares envolvidos, é um partido que é alvo todos os dias de exposição na grande mídia. Quando o assunto é o cenário local, Everaldo Anunciação elogia o governo Rui Costa, descarta crises com aliados e já admite a possibilidade de o partido quebrar paradigmas e abrir mão de candidatura própria nas eleições de 2016 na capital baiana.

Tribuna da Bahia – Como está vendo o momento político do país? Pode ser classificado como tenso?
Everaldo Anunciação – O vento começa a retirar as nuvens que estavam sobrecarregando esse momento político, mas ainda é, sem dúvida, um momento com uma situação econômica de ajustes, de burburinhos políticos e insatisfações. A oposição no Brasil ainda não entendeu que as eleições acabaram e não existe o terceiro turno. Um intenso ataque na grande mídia ao partido e ao governo, mais os últimos fatos, tanto no Congresso às próprias medidas anunciadas pelo governo, está criando um momento de mais estabilidade e tranquilidade para o governo e para nós do PT.

TB – Como vê as investigações da Operação Lava Jato sobre desvios e corrupção na Petrobras?
EA – Sempre defendemos a apuração. Aliás, nunca, no País, um aparato de investigação institucional teve liberdade de atuação, tanto reforço, a partir do governo Lula. Em alguns momentos, isso ganha um tom de sensacionalismo, de utilização política, de alguns excessos, mas tem que ter o processo de investigação e apuração, porque está constatado que ocorreram irregularidades porque, inclusive, existem réus confessos. A operação tem que continuar, a CPI foi prorrogada e ela tem que partir para as conclusões. O que não podemos é fazer disso uma caça às bruxas e um direcionamento a um único partido político, como tem se tentado. O número de parlamentares federais indiciados na operação, você tem o PT com o menor número de parlamentares, mas é um partido que é alvo todos os dias, pela manhã, tarde e noite, de exposição na grande mídia.

TB – Como vê as delações premiadas feitas até agora por empreiteiros e operadores do Petrolão?
EA – O instrumento da delação é discutido no mundo jurídico, e isso é questionado por alguns, mas ela contribui. Agora, a gente não pode transformar o bandido em herói. O cuidado com a delação, e alguns cuidados que a oposição tem feito, de aqueles que tiraram milhões para benefício próprio, não foi nem da ação política, serem transformados em heróis. Mas é instrumento que cabe ainda, que ajuda o processo de investigação, tanto é que o STF, a CGU, o Ministério Público e a própria Polícia Federal usam e têm tido resultado. Só precisam ter o cuidado para não transformarem os infratores em figuras de destaque ou reconhecimento a quem cometeu o crime.

Confira entrevista completa no site da Tribuna da Bahia…

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