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Brigadistas contêm fogo no Parque Nacional da Chapada Diamantina e seguem monitoramento; entenda a situação

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O fogo foi controlado às 16h, no topo da Serra do Cruzeiro (Mucugê), ficando em observação até o início da noite deste domingo | FOTO: Reprodução/José Antônio |

Diferentes focos de incêndios florestais foram identificados por brigadistas da região da Chapada Diamantina entre os municípios de Andaraí e Mucugê. A situação é delicada e o período longo de estiagem agrava ainda mais o caso. Em contato com a vice-presidente da brigada voluntária de incêndios florestais Marchas e Combates, Laura Maliarenko, o Jornal da Chapada apurou que os focos foram debelados às 16h deste domingo (13), na região de Mucugê, e os estragos ainda não foram computados. “O pessoal acabou de descer da serra. O fogo foi controlado às 16h, no topo da Serra do Cruzeiro, ficando em observação até este momento. Segundo os brigadistas, é necessário continuar o monitoramento nesta segunda [14] para debelar qualquer foco que reacenda. Na segunda também vai ser avaliada a extensão dos danos e área queimada”, aponta Laura, em contato com o Jornal da Chapada, na noite deste domingo.

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De acordo com as informações, no sábado (12), o fogo que atingiu o município de Mucugê começou nas imediações do Rio Moreira/Paraguaçu (Parque Nacional da Chapada Diamantina) e foram identificados três focos. Nas imediações do córrego de Pedras, com risco de atingir o Gerais do Rio Preto e o Vale do Pati, foram encontrados outros dois focos. “Provavelmente colocados pelo mesmo incendiário [achado, em flagrante, no meio do fogo, por brigadistas], que colocava fogo enquanto caminhava”, aponta texto enviado para o Jornal da Chapada. Por conta da alta temperatura e dos ventos, os focos foram rapidamente se alastrando em duas direções diferentes. O combate do sábado (12) foi complicado por ter envolvido poucos brigadistas voluntários. A atuação ficou concentrada na região do Paraguaçu e do Córrego de Pedras, onde foi contido o avanço dos focos.

Neste domingo (13), a brigada do Prev-fogo seguiu para a área de combate de sábado, próxima ao Paraguaçu, e seis brigadistas, entre voluntários e ICMBio, foram fazer monitoramento de outros focos, na região de Gobira de baixo e de cima, também no Parque Nacional. Houve atuação também no Cruzeirão, uma encosta da cidade de Mucugê, acima do cemitério Bizantino, onde o fogo ameaçava chegar ao Rio Mucugê. “O incendiário está em surto [sofre de transtornos mentais] e solto. Parece que aqui incêndio florestal não é crime”, completa texto enviado por brigadistas. Os voluntários de diferentes localidades da Chapada Diamantina também atuaram em um grande incêndio no município de Andaraí, e não há detalhes da ação dos brigadistas. Recentemente, o município decretou situação de emergência por conta do longo período de estiagem.

Crítica da Brigada Marchas e Combates
Fundada em 2005, a Brigada Voluntária de Mucugê Marchas e Combates segue atuação com muita dificuldade. Os brigadistas enfrentam os focos de incêndios florestais todos os anos, com a necessidade de respostas imediatas para conter inicialmente o fogo, mas faltam recursos humanos, equipamento de proteção individual, ferramentas e a logística com deslocamento, água e alimentação. “O pior é não termos ações de fiscalização em nenhuma esfera. Apesar de Mucugê ser o município onde mais ocorrem incêndios criminosos, nunca houve polícia especializada, e a polícia local não se envolve em crimes ambientais, as pessoas detidas em flagrante são soltas”, ponta a direção da brigada.

Ainda de acordo com a diretoria, não se pode esperar que se chegue a situações de emergência para que haja liberação de verbas. “O dinheiro não chega para o que precisa, as deficiências básicas continuam, se gastam fortunas com alugueis de aeronaves, e acabam por não resolverem nada. Temos que acreditar que a prevenção é a única solução para barrar este mecanismo de gastos de dinheiro público e ações de fiscalização são essenciais nesse processo”.

Conforme depoimentos de voluntários que atuaram no combate aos focos de incêndios em Mucugê, os brigadistas voluntários de Barra da Estiva, que foram convocados pela prefeitura local, que assegurou apoio, deixaram a cidade insatisfeitos, pois não tiveram atendimento, nem água foi fornecida. “Quando o grupo de combate chegou da serra, neste domingo, às 19h, não havia refeição, como assegurado pela prefeitura. Algumas quentinhas foram doadas por restaurante local”, denunciam os brigadistas, em texto.

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