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Chapada: PF faz devassa em órgãos da prefeitura de Itaberaba; entenda o caso

De acordo com a Polícia Federal, cerca de 40 homens cumpriram cinco mandados em órgãos públicos de Itaberaba| FOTO: Jornal da Chapada |

A operação Transfolia deixou muita gente de cabelo em pé, principalmente na Chapada Diamantina. Isso porque as buscas e apreensões feitas pela Polícia Federal, nesta terça-feira (31), configuraram em uma verdadeira devassa em órgãos públicos e casas de pessoas envolvidas em fraudes de licitações para serviços de transporte escolar com recursos federais em Itaberaba e em outros municípios do interior da Bahia. Segundo a PF, em nota enviada ao Jornal da Chapada, as fraudes chegam a R$ 57 milhões.

Faltando poucos meses para o final do mandato, os “imbróglios jurídicos” envolvendo o prefeito do município de Itaberaba João Almeida Mascarenhas Filho (PP) caminham para seus desfechos. O gestor responde a nove processos no Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) e é parte em mais 25 processos que tramitam ainda na comarca de Itaberaba, totalizando 34 processos.

De acordo com a Polícia Federal, cerca de 40 homens cumpriram cinco mandados nas secretarias de Administração e Fazenda, no gabinete da prefeitura e nas residências de Sônia Mascarenhas, responsável pela licitação dos transportes, e Valmir Gusmão, responsável indireto pela cooperativa Transcops. Nas primeiras horas desta terça, a PF efetuou a primeira etapa da Operação Transfolia e segue apurando a prática de crimes relacionados à contratação de empresas para realização de serviços de Transporte Escolar.

As investigações iniciaram há um ano e meio, sendo verificado no seu transcorrer, que os integrantes do ‘esquema criminoso’ direcionavam as licitações para beneficiar a empresa ligada ao grupo, bem como, realizavam dispensas irregulares, através de contratos emergenciais. Os prejuízos causados aos cofres públicos podem superar R$ 57 milhões, entre os anos de 2010 e 2015. Também foram cumpridos três mandados no município de Vitória da Conquista e um em Itapetinga. Os mandados foram expedidos pelo Tribunal Federal da Primeira Região em Brasília.

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